Pesquisar este blog

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Via Láctea - Na cidade

 



Via Láctea
Câmera Nikon D7000 (Não modificada)
Exp. 25s
Lente Sigma 10mm DX
Iso 800
f/3.5
Iso auto
Formato RAW
10/05/2021 00h07min
São leopoldo/RS
bortle 8-9
Empilhamento Ps

quinta-feira, 1 de abril de 2021

NOVA IMAGEM DO BURACO NEGRO PERMITE OBSERVACÕES MAIS DETALHADAS

Os buracos negros constituem uma enorme quantidade de massa concentrada em um espaço bastante reduzido. Seu campo gravitacional é tão forte que ele atrai para si tudo o que se aproxima dele, inclusive a luz. A primeira imagem já registrada de um buraco negro revelou uma estrutura semelhante a um anel brilhante com uma região central escura, e foi fruto do trabalho de um grupo de mais de 200 cientistas, membros do projeto Event Horizon Telescope (EHT), no ano de 2019. Trata-se do buraco negro gigante, ou supermassivo, localizado no centro da galáxia Messier 87 (M87), na constelação de Virgem, a 55 milhões de anos-luz da Terra. Este buraco negro é três milhões de vezes maior que o nosso planeta, e tem uma massa de 6,5 ​​bilhões de vezes a do sol.

Figura 1 – Primeira imagem de um buraco negro (2019).


Fonte: Adaptado de Revista Galileu (2021).



Dois anos depois, em 2021, uma nova foto foi tirada e pôde-se observar o que acontece no campo magnético que cerca esse famoso monstro gravitacional. A imagem revela o vórtice de ondas de luz geradas pelo campo magnético ao redor do buraco. Monika Mościbrodzka, coordenadora do Grupo de Trabalho de Polarimetria EHT e professora assistente na Radboud Universiteit na Holanda, relatou: "O que vemos é uma evidência crucial para entender como os campos magnéticos se comportam em torno dos buracos negros".

A nova imagem nos possibilita observar que uma parte significativa da luz em torno do buraco negro está polarizada devido à atração do campo magnético. Ou seja, uma luz que normalmente viajaria em todas as direções (despolarizada) repentinamente se ordena e vai em apenas uma direção (polarizada) devido a uma força externa, que é a forte gravidade do buraco. Dessa forma, o campo magnético atua como um poderoso filtro polarizador que nos permite visualizar melhor o que está acontecendo ao redor do buraco. Especificamente, a polarização permite aos astrônomos mapear as linhas do campo magnético presentes na borda interna do buraco negro.

Figura 2 - Visão do buraco negro supermassivo M87 em luz polarizada.


Fonte: Adaptado de EHT Collaboration (2021).



Graças a esta nova imagem, os especialistas podem estudar pela primeira vez aquela região onde o buraco “engole” e ejeta a matéria. Algumas partículas conseguem escapar da atração do buraco e acabam sendo lançadas ao espaço a grandes distâncias na forma de jatos. De acordo com o EHT, jatos de energia e matéria na forma de plasma (gás quente) escapando do M87 podem viajar cerca de 5 mil anos-luz de distância, bem além da própria galáxia. "As observações sugerem que os campos magnéticos na borda do buraco negro são fortes o suficiente para puxar o gás quente, fazendo com que ele resista à atração gravitacional", explica Jason Dexter, pesquisador do EHT.

Por: Nicole Schenkel, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluna do Bacharelado em Engenharia Química, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

quinta-feira, 11 de março de 2021

A Expansão do Universo

    Praticamente tudo da astronomia está ligado à cosmologia. De acordo com a lei de Hubble, um astro que se distancia do ponto de vista é desviada para o vermelho (seu comprimento de onda fica mais comprido) e um astro que se aproxima tem sua cor desviada para o azul (e seu comprimento de onda fica mais curto). 

    Humason e Hubble descobrem que todas as galáxias são desviadas para o vermelho, portanto, todas estão se afastando. Com isso, a lei de Hubble afirma que o universo está sim em expansão e que é possível medir as velocidades relativas de afastamento ou aproximação das galáxias através do deslocamento Doppler, ou seja, pela luz emitida. Também existem outros tipos de desvios para o vermelho, como por exemplo o desvio para o vermelho gravitacional, que idicaria um astro com um campo gravitacional alto, tentando escapar de um buraco negro.

    Outra explicação para a expansão do universo, que já é praticamente descartada, seria que estaríamos sendo atraídos para algo, sabendo que possuímos buracos negros supermassivos, aglomerados enormes e por nosso universo observável ser de uma centena de bilhões de anos-luz, assim, havendo muitas coisas para serem descobertas, a ideia continua sendo válida.
Por justamente termos esse limite de observação, não podemos saber todos os astros que existem, se existe vida fora da Terra, se existe algum astro que teria a capacidade de criar matéria fazendo com que de fato o universo seja infinito. 

    Há muitas coisas para serem descobertas, e só com o avanço da tecnologia e com o passar do tempo poderemos respondê-las.


Por: Luana Bruch Maurer, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluna do 1º Ano do Curso Técnico em Informática - Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Constelação de Órion

Constelação de Órion no dia 10 de fevereiro de 2021




Câmera: Nikon D7000
Lente: 50mm Nikon
F(abertura): 1.8
ISO: 2000
Exposição: 6s
Céu Bortle 8
64 Ligth Frames
100 Dark Frames
25 Flat Frames
100 Bias Frame
Empilhamento: DeepSkyStacker
Pós produção: Photoshop

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Nebulosa de Órion

Nebulosa de Órion no dia 09 de fevereiro de 2021


160 Light frame 
100 Dark frame 
100 Bias frame
27 flat frame 
Céu Bortle 8
Câmera: Nikon D7000
Lente: 200mm 
Exposição: 2s 
F(abertura): 5.6 
ISO: 3200 
Empilhamento: DeepSkyStacker
Edição: Photoshop

Postagem em destaque

Missões espaciais menos conhecidas: O programa Venera

       Sabemos que Marte está cheio de sondas e robôs o estudando, mas e os outros planetas? Descubra agora sobre o programa soviético Vener...