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sábado, 25 de novembro de 2017

O que é Matéria e Energia Escuras?

A parte conhecida do universo (estrelas, planetas, nebulosas, etc.) são somente 4% ou menos. A essa porção chamamos de matéria bariônica (toda a matéria composta de prótons, nêutrons e elétrons). Não é do conhecimento a formação de 96% de nosso Universo, acredita-se que 74% são Energia Escura e cerca de 22% são Matéria Escura. Essas denominações (Energia Escura e Matéria Escura) são somente temporárias, pois não sabemos o que realmente são. Serão verdadeiramente energia e matéria? Para essa pergunta ainda não temos uma resposta. São denominadas escuras porque não emitem luz.

Sabemos que a Energia Escura é a força que existe no vácuo do Cosmos, que expande nosso Universo e acelera essa expansão. Matéria Escura é cerca de 85% da gravidade do Universo sendo uma fonte ainda sem explicação. Por outras razões chamamos de Matéria Escura, mas na verdade é uma gravidade escura. Ainda há muitas descobertas por vir sobre esse imenso Universo que vivemos e esse tema ainda precisa ser estudado e investigado nos próximos anos.

Por: Lorenzo Dessotti, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluno do 1º Ano do Curso Técnico em Informática - Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Galáxias e suas formas

O que é uma Galáxia? 
As galáxias são acumulações de estrelas, poeira e gás, apresentando diferenças entre si. Dentre essas diferenças, ainda são subdivididas de acordo com o tamanho do núcleo e a velocidade com que ocorre a formação da galáxia.

Como as galáxias são divididas?

Edwin Hubble (1889 - 1953), um astrofísico norte-americano, classificou e denominou as galáxias em três sequências principais: elípticas (estrutura esférica), espirais (estrutura espiral), e espirais barradas (estrutura em forma de barra).

Elípticas (E):

As galáxias elípticas são compostas por gás, poeira e estrelas. Elas se parecem ao núcleo e halo das galáxias espirais. Subdividem-se em classes de E0 à E7, de acordo com o seu grau de achatamento.


Visão da galáxia M89 (NGC 4552) do tipo E0.
Fonte: Astronomia On-line.

Espirais (S):

As galáxias espirais possuem um núcleo, um disco (elemento que define o seu modelo espiral), um halo (circunferência constituída de estrelas), e braços espirais. Assim, elas são subdivididas nas categorias Sa, Sb e Sc.


Visão atual da galáxia da Via Láctea (Sb ou Sc).
Fonte: NASA.

Espirais Barradas (SB):

Algumas galáxias não apresentam estrutura espiral sendo assim, chamadas de lenticulares. As galáxias espirais e as lenticulares juntas formam as galáxias espirais barradas se subdividindo em categorias: SB0, SBa, SBb e SBc.


Visão da galáxia M58 (NGC 4579) do tipo SBc.
Fonte: Astronomia On-line.

Existe outra forma de classificar as galáxias que Hubble chamou de Irregulares, que apresentam uma estrutura caótica. Geralmente apresentam uma concentração de estrelas jovens e que podem estar em uma transformação intensa.


Grande Nuvem de Magalhães.
Fonte: Site Astronomia.


Pequena Nuvem de Magalhães.
Fonte: Site Astronomia.

Por: Lucas Andres Soudheir, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluno do 2º Ano do Curso Técnico em Informática - Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Big Bang e outras teorias

De onde viemos? Qual a explicação para a origem do universo?
A pergunta que é feita desde os primórdios de nossa existência encontra hoje diversas teorias que buscam explicá-la, sem uma resposta definitiva. Assim, busca-se apresentar algumas dessas teorias que visam explicar o surgimento do universo. São elas:
  1. Teoria do Multiverso
  2. Teoria Inflacionária
  3. Teoria do Tudo
  4. Nucleossíntese
  5. Singularidade
  6. Teoria do Big Bang
A teoria mais aceita é a do Big Bang, porém existem outras que a complementam ou contradizem. São elas:
  1.  Teoria do Multiverso, que afirma que existem vários universos e que novos universos surgem a partir da divisão ou união dos já existentes;
  2. Teoria Inflacionária, segundo a qual imediatamente após o Big Bang o universo teria expandido exponencialmente e com velocidade superior à da luz, explicando a temperatura e formato previstos para o universo.
  3. Teoria do Tudo, a qual diz que as forças fundamentais nuclear fraca e forte e eletromagnética eram unificadas e que teriam sido divididas pela gravidade.
  4. Nucleossíntese, que afirma que as quantidades de Hidrogênio e Hélio na formação dos primeiros elementos após o Big Bang e nas nebulosas atualmente são proporcionais.
  5. Singularidade, teoria que afirma que o universo teria começado com um ponto de pressão gravitacional, densidade e temperatura intensas, e que estes existam no núcleo dos buracos negros.
  6. E finalmente a teoria do Big Bang, que afirma que o universo teria começado com a inflação e expansão da singularidade, sendo que antes do mesmo não existiria tempo, espaço, matéria e energia. Possui como evidências a expansão do universo, a radiação de fundo cósmico em microondas e a própria Nucleossíntese, porém, possui controvérsias referentes à linha do tempo traçada conforme a teoria e o que teria antecedido e motivado a criação do universo, por exemplo.
Nenhuma destas, contudo, é considerada verdade absoluta, embora sejam mais ou menos aceitas nos meios científico e popular.



Por: Katiele Klein, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluna do 2º Ano do Curso Técnico em Química - Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

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