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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Sistema Solar

A Via Láctea, ilustrada na imagem esquerda abaixo, é uma galáxia espiral e o sistema solar está localizado na borda de um de seus braços, conhecido como “Braço de Órion”, como está representado abaixo na imagem direita



Referência da imagem da direita: <https://www.galeriadometeorito.com/2018/07/quantos-bracos-tem-nossa-galaxia-via-lactea.html>. 

Referência da imagem da esquerda: <http://www.if.ufrgs.br/~fatima/ead/endereco-cosmico.htm>. 

O início da formação de estrelas (e posteriormente sistemas planetários) se dão por explosões de nebulosas, que são nuvens de gás e em sua maioria, são formadas por poeira cósmica e gases como Hidrogênio e Hélio, possuem um formato irregular e também são apelidadas de "berçário das estrelas”. E no caso do Sistema Solar, não foi diferente, seu início se deu por uma explosão de uma nebulosa há 4,7 bilhões de anos e atualmente a explicação mais aceita é a “Teoria da Nebulosa Solar”, que inicialmente foi formulada por René Descartes em 1644 e reformulada mais duas vezes, em 1775 por Immanuel Kant e em 1796 por Pierre-Simon de Laplace. A teoria consiste em afirmar que: o Sol se formou após a rotação de uma nuvem que ao se contrair, por conta da influência da gravidade, aumentou sua velocidade e entrou em colapso, porém, a maior concentração molecular central formou o Sol e o restante dessa nuvem molecular formou o restante dos astros presentes no Sistema Solar. Com isso se dá a distribuição de massa resultante, que 99% corresponde ao Sol e apenas 1% da massa foi distribuída entre os planetas, asteroides, satélites naturais e outros.

Apesar de o Sistema Solar aparentar ser simples, ele é muito complexo. Um exemplo de sua complexidade é o posicionamento dos planetas dispostos ao redor do Sol, sendo inicialmente os quatro planetas rochosos e depois os quatro gasosos. O motivo dos planetas gasosos não serem os mais próximos do Sol é por justamente serem formados por elementos gasosos, os quais possivelmente teriam sido “assoprados” de sua atmosfera caso estivessem mais perto do astro luminoso, sendo assim, os planetas rochosos são os únicos que aguentariam o calor do Sol ainda mesmo quando jovem. 

O Sistema Solar, o qual está ilustrado na figura a seguir, possui 8 planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. E 4 planetas anões: Plutão (o qual até 2006 era considerado um planeta, e não um planeta anão), Ceres, Haumea, Makemake e Éris. Além disso, tem-se inúmeros satélites naturais e dois cinturões, o Cinturão de Asteroides, localizado entre Marte e Júpiter, e o Cinturão de Kuiper, localizado após Plutão. 



Referência da imagem: <https://brazilastronomy.wordpress.com/planetas-anoes/>. 

Mercúrio:

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, porém ele não chega a ser o mais quente, mesmo sua temperatura durante o dia chegando a cerca de 430ºC. Consegue refletir 12% da luz solar, sendo um dos astros mais brilhantes vistos da Terra (aparência visível na imagem abaixo). O seu núcleo é composto por principalmente ferro, sua superfície é completa de crateras e a sua atmosfera é formada por hélio (98%) e hidrogênio (2%).

Referência da imagem: <http://www.astronoo.com/pt/mercurio.html>.

Vênus:

Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, chegando a cerca de 460ºC. A sua atmosfera é 92 vezes mais densa que a terrestre, por conta disso, possui uma atmosfera cheia de nuvens que também é composta por dióxido de carbono (CO2), o qual contribui para sua alta temperatura. Apesar de girar no sentido leste-oeste, da sua alta temperatura, densidade e sua cor alaranjada (como mostra na imagem abaixo), ele possui algumas características semelhantes às da Terra, como seu tamanho e massa.

Referência da imagem: <https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/planeta-venus.htm>.

Terra:

A Terra, também é conhecida como “planeta azul” (apelido dado por conta dos oceanos presentes no planeta, como mostra na imagem abaixo), é o planeta que mais se difere entre os demais, visto as condições presentes nele e suas características, que permitiram e permitem a vida terrestre, como por exemplo, a radiação solar, forças da maré, calor de seu núcleo, temperatura média de 14ºC e sua atmosfera, a qual é composta por gases como nitrogênio, oxigênio, gás carbônico e vapor d’água. Aproximadamente 60% da energia solar é absorvida e a Terra possui apenas um satélite natural, a Lua.

Referência da imagem: <https://www.todamateria.com.br/planeta-terra/>.

Marte:

Em Marte está localizado o maior vulcão do sistema solar, o “Monte Olimpo”, que possui 27 km de altura. O clima e movimento de rotação são semelhantes aos da Terra, porém, sua temperatura varia entre -125ºC e 22ºC. A superfície é caracterizada pela presença de crateras e poeira composta por magnetita, o que dá a cor avermelhada do planeta (como visto na imagem abaixo) e seu solo é rico em ferro e silício. A atmosfera é formada principalmente por CO2, nitrogênio, vestígio de oxigênio, monóxido de carbono e vapor d’água. Marte é o principal planeta com chance de uma possível existência de formas de vida e por conta disso é alvo de inúmeras pesquisas.

Referência da imagem: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28planeta%29>.

Júpiter:

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, por conta disso também é conhecido como “Gigante Gasoso”. Além de ser o maior em tamanho, também é o planeta que tem  a maior velocidade de rotação, maior massa e possui o maior e mais duradouro furacão, que é possível observá-lo em sua superfície (a mancha circular presente na imagem abaixo). Possui 79 satélites naturais e apenas em 1979 foi descoberto que Júpiter possui um sistema de anéis. Atualmente acredita-se que, apesar de ser um planeta gasoso, o seu núcleo seja rochoso, porém não se sabe se possui uma superfície definida.

Referência da imagem: <http://planeta.rio/nossos-astros-na-ficcao-cientifica-jupiter/>.

Saturno:

Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar. Possui 82 satélites naturais. É conhecido e reconhecido por seus anéis (mostrados na imagem abaixo), os quais acredita-se que sejam formados por gelo devido ao seu brilho muito intenso, que pode refletir cerca de 80% da luz solar. A atmosfera é composta por hidrogênio e hélio. A densidade desse planeta é muito menor do que a da Terra, sendo possível hipoteticamente, que caso Saturno fosse colocado em cima da água ele boiaria (sua densidade é de 687 kg/m^3 e da água é 997 kg/m^3).

Referência da imagem: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Saturno_%28planeta%29>.

Urano:

Urano foi descoberto em 1781. Possui 27 satélites naturais, pouca luminosidade e sua temperatura é aproximadamente -218ºC. Sua massa é 15 vezes a da Terra e é menor que a de Júpiter, porém seu núcleo é mais denso, o que possibilita dizer que possui um núcleo rochoso. A atmosfera é composta por hidrogênio, hélio e metano (o qual é responsável pela sua cor azul fraco, ilustrado na imagem abaixo).

Referência da imagem: <https://olhardigital.com.br/2020/03/31/ciencia-e-espaco/urano-lancou-no-espaco-uma-bolha-22-mil-vezes-maior-que-a-terra/>.

Netuno:

Em 1845 foi notado a presença de Netuno, sendo o último planeta a ser descoberto. Possui 13 satélites naturais. A temperatura média do planeta é de -245ºC. Possui características bem semelhantes às de Urano, como seu interior, massa e composição atmosférica quase idêntica, portanto, sua cor é de tom azulado forte (representado na imagem abaixo).

Referência da imagem: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2019/03/nasa-captura-imagens-da-formacao-de-grande-tempestade-em-netuno.html>.

Sol:

O Sol possui uma estimativa de 10 bilhões de anos, e atualmente está com aproximadamente 4,6 bilhões (representado na iamgem abaixo). Antes de se transformar na estrela que conhecemos hoje em dia, ele foi uma protoestrela. Agora seu próximo “estágio” é virar uma Gigante Vermelha, mas isso só vai ocorrer daqui a milhões ou alguns bilhões de anos e é nesse momento que o seu hidrogênio vai acabar, sua massa vai diminuir e seu tamanho vai aumentar, como consequência vai engolir Mercúrio e possivelmente Vênus. Após isso, o astro vai começar a fundir hélio em carbono e no exato momento em que conseguir, apenas em alguns minutos irá se transformar em uma Supergigante Vermelha, que ocupará o espaço até a órbita da Terra. Depois ele se transformará numa Anã Branca e a teoria é de que ela se apague com o passar do tempo, se transformando em uma Anã Preta, que não emitirá mais luz.

Referência da imagem: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2019/12/qual-o-futuro-do-sol.html>.

Estrutura do Sol:

Como representado na imagem abaixo, a estrutura solar é composta por: núcleo, zona de radiação, zona de convecção, fotosfera, cromosfera e coroa.

  • O núcleo é responsável por produzir a energia solar;
  • A zona de radiação é responsável por transmitir a energia solar na forma de radiação eletromagnética e a zona de convecção exerce o mesmo papel, mas transporta na forma convectiva;
  • A fotosfera é a superfície solar, onde estão presentes as manchas solares;
  • A cromosfera é a parte mais estreita da atmosfera solar;
  • A coroa é a parte mais externa e extensa da atmosfera solar.

Referência da imagem: <https://www.todamateria.com.br/sol/>

Referências:

<http://www.astro.iag.usp.br/~thais/ceu2/sistema_solar.pdf>. Acessado em 01/10/2021;

<https://youtu.be/SpcPB_lzCxc>. Acessado em 01/10/2021;

<https://youtu.be/Dy4DGjGaz68>. Acessado em 05/10/2021.




Autora: Luana Bruch Maurer

Graduanda IFRS/Feliz


Sol: Seu passado e futuro

 Seu início: 

A origem do Sol se dá a cerca de 4,6 bilhões de anos atrás. Porém, antes disso, cerca de 5 bilhões de anos, a Nebulosa (que posteriormente formaria o Sistema Solar) é atingida e atravessada por uma onda de choque (possível explosão de Supernova nas proximidades) e conforme essa onda de choque passou pela nebulosa, uma quantidade considerável de matéria se juntou e criou uma atração gravitacional, até o momento que entrou em colapso. Por conta da atração gravitacional, a matéria se manteve próxima e continuou se juntando em locais com mais matéria.

Inicialmente apenas átomos de hidrogênio e hélio que se juntaram em uma esfera pequena. A gravidade foi comprimindo o maior número de matéria no menor espaço possível e conforme mais matéria num espaço cada vez menor, a pressão também aumenta e com o aumento da pressão, maior é a temperatura e assim surge uma protoestrela.

Composição e história: 

Os átomos do núcleo da protoestrela movem-se cada vez mais rapidamente, ganhando cada vez mais energia. Eventualmente os átomos do hidrogênio e hélio são ionizados, ou seja, os elétrons de carga negativa se separam do núcleo atômico que tem carga positiva. O núcleo do hidrogênio que é composto por prótons livres, começa a se fundir em hélio-3, que gera uma quantidade enorme de energia e causa uma pressão contra o colapso gravitacional, assim a protoestrela vira de fato uma estrela e a pressão da fusão nuclear causa uma expansão das camadas externas. A força da gravidade tenta fazer a matéria colapsar e outro fenômeno tenta impedir o colapso, no caso do Sol, a fusão de hidrogênio no seu núcleo é a que impede.

A pressão e a temperatura são muito altas, fazendo com que o hidrogênio fique isolado do resto do Sol em seu núcleo, sendo o único a participar atualmente da fusão finita, fundindo hidrogênio em hélio.

O próximo estágio do Sol é a gigante vermelha, processo em que o Sol não usará mais o hidrogênio, mas sim, o hélio. O seu tamanho vai aumentar, porém, a sua massa irá diminuir. Por conta da expansão que ele terá, acabará engolindo Mercúrio e possivelmente Vênus.

Quando o hélio terminar o Sol tentará fundir carbono, e assim que conseguir se tornará uma Supergigante Vermelha em apenas alguns minutos, onde seu tamanho se expandirá tanto que chegará até a órbita da Terra. Após esse evento, o Sol se transformará em uma Anã Branca. Ainda não se sabe ao certo o que acontecerá depois, há teorias de que a Anã Branca se apague lentamente com o passar do tempo e se torne uma Anã Preta.

Composição química superficial:

É composto principalmente por:

  • Hidrogênio = 73,4 %;

  • Hélio = 25,0 %;

  • Carbono = 0,20 %;

  • Neônio = 0,16 %;

  • Ferro = 0,14 %;

  • Oxigênio = 0,8 %;

  • Nitrogênio = 0,09 %;

  • Silício = 0,09 %.

Estrutura:

Referências: <https://www.todamateria.com.br/sol/>. 

Como mostrado na imagem acima, a estrutura solar é composta por: Núcleo, zona de radiação, zona de convecção, fotosfera, cromosfera e coroa.

No núcleo do Sol ocorre a fusão nuclear (processo em que dois núcleos atômicos se juntam e formam um só com maior número atômico/mais pesado). Sua temperatura é aproximadamente 15.000.000ºC e sua densidade é 160 vezes a densidade da água. O núcleo também representa ⅓ da massa solar e 10% do seu volume.

A zona de radiação é responsável por transportar na forma de radiação eletromagnética, a energia solar produzida no núcleo solar. A zona de convecção também transporta a energia produzida no núcleo do Sol, porém, é na forma convectiva.

A superfície do Sol, também chamada de fotosfera, possui aproximadamente 500 km de espessura e sua temperatura superficial é em torno dos 5840 K. As principais características vistas na superfície são as manchas solares (regiões de campos magnéticos fortes) e granulação, que estão visíveis nas duas imagens abaixo.

photosphere

Galileu usou as manchas para observar a rotação do Sol e concluiu que as diferentes partes de sua superfície não giram na mesma taxa, por exemplo, o Equador gira uma vez a cada 25 dias, sendo que enquanto isso as regiões 30º acima e abaixo, levam 26,5 dias e regiões a 60º do equador levam 30 dias. A imagem aobaixo representa essa lógica e mostra uma volta inteira.

rotação de diferencial de Sol

O número de manchas varia com um período de 11 anos. Sempre no início de um ciclo o número de manchas solares é mínimo e a maioria fica ao redor de 35º do Equador. E  aproximadamente 5,5 anos depois o máximo solar ocorre, onde se vê um número muito grande de manchas e a maioria está a 5º do Equador.

A cromosfera do Sol é visível em eclipses solares, possuindo uma camada rósea e fina que pode ser vista ao redor da Lua escurecida. Abaixo está uma imagem que mostra a cromosfera.

chromosphere durante uma eclipse

Um fenômeno que ocorre no Sol são as protuberâncias, as quais podem durar tanto dias quanto semanas. Elas são nuvens luminosas de gases que se formam decorrentes das manchas solares e que delineiam as linhas de campo magnético

Já os flares solares são erupções mais fortes que as protuberâncias. Podem variar de minutos até horas e ao contrário das protuberâncias, nos flares o “material” tem energia suficiente para escapar da gravidade do Sol. As famosas tempestades magnéticas, responsáveis por causar interferências nos diversos sistemas de comunicação, ocorrem em períodos de máxima atividade do astro, onde são só as manchas aumentam, mas também as protuberâncias e os flares se tornam mais frequentes. A imagem abaixo mostra uma flare solar.

dê laçada proeminência

A coroa do Sol é a atmosfera superior e rarefeita do Sol. Possui uma temperatura muito alta (entre 1 e 2 milhões de graus) e mesmo possuindo uma alta temperatura ela tem pouca energia térmica. A coroa pode ser vista em eclipses solares (como o exemplo da imagem abaixo) e é dela que emana o vento solar, que é um fluxo contínuo de partículas, as quais acarretam na perda de massa de 10x1013 massa solar a cada ano.

Curiosidades

  • Astro com maior massa no sistema solar (por isso é o centro do sistema solar);

  • Também possui a maior temperatura;

  • O que emite mais radiação;

  • Gravidade na superfície é de 274 m/s² e da Terra é de 9,807 m/s²;

  • Temperatura superficial: 5.778 K;

  • Temperatura central: 15.000.000 K;

  • Massa: 1,989x1030 kg (300 000 vezes a massa da Terra);

  • Raio: 6,96x108 km, o mesmo que 695 500 km (100 vezes o raio da Terra);

  • Distância média do centro da Via Láctea: 2.5x1017 km (26.000 anos luz);

  • As explosões solares são decorrentes de instabilidades no campo magnético (polo positivo magnético e polo negativo se encontram e uma quantidade de energia muito grande é liberada);

  • As manchas solares são regiões mais "frias", apenas a 3800 K (aparecem escuras apenas por comparação com as regiões circundantes). As manchas solares podem ser muito grandes, quase chegando aos 50.000 km em diâmetro. São causadas por interações complicadas e não muito compreendidas no campo magnético do Sol;

  • Geralmente a cromosfera e a coroa do Sol não são visíveis, mas durante um eclipse elas podem ser observadas a olho nu.


Referências: 

<https://aminoapps.com/c/astronomo/amp/blog/sol/BjNr_jjhwuz5wJrvjBVRXXMJZmdYrKr2xD>.  Acessado em 16/09/2021;

<http://www.ccvalg.pt/astronomia/sistema_solar/sol.htm>.  Acessado em 16/09/2021;

<https://canaltech.com.br/espaco/o-que-e-a-teoria-da-nebulosa-solar-181927/>.  Acessado em 16/09/2021;

<http://www.if.ufrgs.br/oei/stars/sol/sol.htm>. Acessado em 16/09/2021;

<https://youtu.be/tBLLuZvuyYw>. Acessado em 18/09/2021;

<https://youtu.be/hRopGbR7lmA>. Acessado em 18/09/2021;

<https://brasilescola.uol.com.br/geografia/sistema-solar.htm>. Acessado 18/09/2021;

<https://youtu.be/e71pvaknXv8>. Acessado em 24/09/2021;

<https://youtu.be/eJDnvOqDjEk>. Acessado em 24/09/2021;

<https://youtu.be/z2VTV9KN56E>. Acessado em 25/9/2021.



Autora: Luana Bruch Maurer

Graduanda IFRS/Feliz

A Vida de Estrelas e Galáxias

Os tipos de estrelas são variados, pois não possuem um tamanho e nem uma cor única, podendo ir do vermelho até azul. Sendo as azuis mais quentes (aproximadamente 18000 K)  e as vermelhas as mais "frias" (aproximadamente 4000 K). É importante saber que a luz delas é a mesma, pois o que muda é a luminosidade.

Referências das imagem: <https://conhecimentocientifico.r7.com/estrelas/>.

O formato de uma estrela é esférico, porém, quando as estrelas distantes são observadas da Terra, a luz sofre uma difração, por isso que parece que elas possuem “pontas”.

Mas o que é uma estrela? A explicação mais simples, seria que ela é uma esfera de gás. A sua superfície possui uma temperatura entre 3000 ºC até 50000 ºC e internamente pode chegar a milhões de ºC. Atualmente a maioria delas estão estáveis, ou seja, não ocorre oscilações na “geração” e “transmissão” da luz. Conseguem se manter nesse estado, por conta da briga que ocorre entre a gravidade e as reações nucleares (pressão). A gravidade tenta juntar a parte superficial da estrela para o centro e a pressão faz o contrário, ela tenta empurrar para fora.

A massa da estrela determina a “evolução” e destino da mesma. Sendo assim, quanto menor a massa = maior o ciclo de vida e quando maior a massa = menor o ciclo de vida.

Apesar de serem casos raros, existem as estrelas binárias. São estrelas que se juntaram pela atração gravitacional e passam a viverem juntas, e existem casos que são mais raros ainda, que são quando as duas estrelas nasceram da mesma nebulosa. Na imagem abaixo observa-se um caso de estrelas binárias.


Referência da   imagem: <https://olhardigital.com.br/2020/01/09/ciencia-e-espaco/estrela-binaria-na-via-lactea-deve-explodir-ate-o-final-deste-seculo/>.

O famoso berçário das estrelas, é uma nebulosa (que é basicamente uma nuvem de gás, sendo sua maioria formada por hidrogênio e hélio) e sua origem deriva de um colapso de um desses gases, provocando um aquecimento que dá início à fusão nuclear. Após a formação da estrela, o resto do gás que sobra forma um sistema planetário.

A junção de estrelas, ou seja, a existência de várias estrelas perto umas das outras, possui o nome "aglomerados de estrelas”, que pode ser formado por centenas a milhares de estrelas.

As galáxias são formadas por estrelas, poeira, gás e matéria escura e são separadas em grupos pelas características visuais, sendo elas: Galáxias Elípticas, Galáxias Espirais, Galáxias Peculiares e Galáxias Lenticulares. 


Galáxia Elíptica:

        Como representado na imagem abaixo, sua forma é esférica ou elipsoidal e sua estrutura não é espiral. Ao contrário das outras galáxias, essas possuem pouco gás, pouca poeira e poucas estrelas jovens, além de um núcleo e um halo (é um nevoeiro nebuloso de poeira, gás e matéria escura que envolve a galáxia). Desse tipo, as maiores que existem são as elípticas gigantes, que chegam a um diâmetro de milhões de anos-luz, e as menores que existem são as elípticas anãs, com poucos milhares de anos-luz de diâmetro.

Galáxia Espiral:

Como representado na imagem abaixo, sua forma é esférica ou elipsoidal e sua estrutura não é espiral. Ao contrário das outras galáxias, essas possuem pouco gás, pouca poeira e poucas estrelas jovens, além de um núcleo e um halo (que é um nevoeiro nebuloso de poeira, gás e matéria escura que envolve a galáxia). Desse tipo, as maiores que existem são as elípticas gigantes, que chegam a um diâmetro de milhões de anos-luz, e as menores que existem são as elípticas anãs, com poucos milhares de anos-luz de diâmetro.


Galáxia Peculiar:

Também conhecida como “Galáxia Irregular”, justamente por não possuírem simetrias circulares e/ou rotacionais (características visíveis à olho nu, assim como na imagem abaixo). Sua estrutura é caótica e muitas parecem sofrer de atividade de formação estelar relativamente intensa, sendo assim, sua aparência é dominada por estrelas jovens brilhantes e nuvens de gás ionizado, que também está distribuído irregularmente.

Galáxia Lenticulares:

A galáxia lenticular (representada abaixo) é uma mistura de galáxia espiral e elíptica. Apesar de não possuírem braços espirais, como nas galáxias espirais, elas possuem disco e esferóide central formado por estrelas. Também contém pouco gás e poeira interestelar, como as elípticas.

Como já dito anteriormente, dependendo da massa das estrelas, elas podem ter seus destinos diferentes, mas o que exatamente isso quer dizer? Como já mencionado, o tempo de vida delas é determinado pela massa, mas não é só isso. Estrelas com menor massa, possuem um “fim” menos caótico, já as com maior massa possuem um “fim” mais turbulento, o que inclui a chance de virarem um buraco negro. 

No caso do Sol, primeiro ele foi uma protoestrela, então virou mais ou menos o que conhecemos  hoje, possuindo seus 4,6 bilhões de anos (de uma estimativa de vida de 10 bilhões) e irá continuar assim por alguns milhões de anos, depois irá se transformar em uma Gigante Vermelha (é o processo em que o Hidrogênio acaba, sua massa diminui e seu tamanho aumenta e por consequência provavelmente engolirá Mercúrio e Vênus), devido ao término do hidrogênio, o Sol irá tentar fundir hélio em carbono e no momento em que ele conseguir, em apenas alguns minutos, se tornará uma Supergigante Vermelha, que ocupará o espaço até a órbita da Terra. Após esse momento ele se tornará uma Anã Branca. A teoria é de que com o passar dos anos, a Anã Branca irá se apagar lentamente, até se tornar uma Anã Preta, ou seja, não irá emitir luz. Esse processo é o segundo tipo de “vida” de uma estrela, representada na imagem abaixo.



Referências: 

SAGAN, Carl. As vidas das estrelas. In: SAGAN, Carl. Cosmos. 1ª edição. Local de publicação: Companhia das letras, 6 de novembro de 2017, pág. 217 - 243;

<https://youtu.be/_uNRf3wtCso>. Acessado em 08/07/2021;

<https://youtu.be/_vzEKXOI3BY>. Acessado em 08/07/2021;

<https://conhecimentocientifico.r7.com/estrelas/>. Acessado em 08/07/2021;

<http://lilith.fisica.ufmg.br/~dsoares/reino/lenticular.htm>. Acessado em 16/07/2021;

<https://youtu.be/1wPSGIV84aI>. Acessado em 16/07/2021;

<https://olhardigital.com.br/2020/01/09/ciencia-e-espaco/estrela-binaria-na-via-lactea-deve-explodir-ate-o-final-deste-seculo/>. Acessado em 16/07/2021;

<http://lilith.fisica.ufmg.br/~dsoares/reino/eliptica.htm>. Acessado em 16/07/2021;

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_of_Peculiar_Galaxies>. Acessado em 16/07/2021;

<https://canaltech.com.br/espaco/espirais-elipticas-e-lenticulares-por-que-as-galaxias-sao-tao-diferentes-173489/>. Acessado em 18/07/2021;

<http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/node14.htm>. Acessado em 05/08/2021;

<https://www.hipercultura.com/10-nebulosas-fascinantes-descobertas/>. Acessado em 08/08/2021.

<https://youtu.be/ualQQ_xsmis>. Acessado em 08/08/2021;

<https://heasarc.gsfc.nasa.gov/nasap/docs/unive2_p/stars_p.html>. Acessado em 08/08/2021;

<https://canaltech.com.br/espaco/espirais-elipticas-e-lenticulares-por-que-as-galaxias-sao-tao-diferentes-173489/>. Acessado em 08/08/2021;

<http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/aglogal.htm>. Acessado em 15/08/2021;

<http://www.if.ufrgs.br/~fatima/ead/galaxias.htm>. Acessado em 15/08/2021.




Autora: Luana Bruch Maurer

Graduanda IFRS/Feliz


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