Desde o princípio o homem sempre teve curiosidade de admirar as coisas que existem ao seu redor e o céu é uma delas, ao começarem a observá-lo idealizaram figuras mágicas de objetos e animais nos pontos luminosos que formavam as noites estreladas
Antes de 1930 as constelações eram caracterizadas como agrupamentos de estrelas na esfera celeste e para os povos elas formavam figuras de diversos tipos e de certa forma isso complicou o progresso científico na área astronômica no século XX. Ou seja, as constelações seriam agrupamentos de estrelas visíveis que na Idade Antiga os astrônomos começaram a lincar com figuras humanas, objetos ou animais. Quando se olha o céu em uma noite escura e propícia pode-se ver de 1000 até 1500 estrelas e cada uma está contida em alguma constelação além de que quando são observadas parecem estar a uma distância próxima da esfera celestial entretanto estão em distâncias muito maiores. As constelações nos ajudam a diferenciar o céu, entretanto elas são muito difíceis de serem identificadas em sua maioria.
Nos atlas as estrelas estão desenhadas em diagramas, onde possuem tamanhos diferentes que representam seus brilhos distintos. Abaixo temos a representação de uma constelação muito conhecida chamada “Órion” em forma de diagrama:
Constelação de Órion em forma de diagrama Representação do que pensavam ser ‘ retirada de um atlas. Disponível em: a constelação de Órion. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/iWgtELHHxeaUrNTC7 https://images.app.goo.gl/oiq2heBBCT1cW2Gi6
A constelação Órion pode ser facilmente vista no Hemisfério Sul, para achá-la no céu em uma noite propícia para observações estelares, basta achar três estrelas que estão perto uma da outra, possuindo a mesma “quantidade” de brilho e estando alinhadas, sendo muito conhecidas pelo nome de “Três Marias” e formam o cinturão do caçador (Órion). As Três Marias possuem nomes árabes que não são tão conhecidos: Al- Mintakah (Mintaka “o cinto”), An- Nidham (Alnilan “a pérola”) e An- Nitak (Alnitaka “a corda”). De acordo com o mito que circunda essa constelação, Órion (o caçador) teria junto a si dois cães de caça que são popularmente conhecidos como: Cão Maior e Cão Menor. A estrela mais brilhante do céu seria Sirius (vem do grego e significa “ardente”) e ela está inclusa no Cão Maior que pode ser localizado a sudeste das Três Marias. A estrela mais brilhante do Cão Menor é chamada de Procyon e está a leste das Três Marias.
Constelação de Órion vista no céu Constelações Cão Maior, Cão Menor e Órion no céu
Disponível em: Disponível em:
https://images.app.goo.gl/RDTi7MwDhwQZcYGt7 https://images.app.goo.gl/uK9SQBU1hMKubGoW6
Os estudiosos da antiguidade primeiramente começaram a observar as estrelas e as suas constelações para conseguirem diferenciar as estações do ano. Alguns exemplos que eles utilizavam eram: A constelação de Órion é típica do verão no Hemisfério Sul pois pode ser observada em todas as noites nos meses de dezembro e janeiro, já a constelação de Escorpião é característica do inverno no Hemisfério Sul pois é vista durante as noites nos meses de junho e julho. Além disso, historiadores possuem a teoria que os mitos em torno das constelações tinham como finalidade fazerem com que os produtores e agricultores soubessem a época que deveriam plantar e colher determinados produtos.
A curiosidade perante o céu, espaço, estrelas sempre existiu. Passados alguns tempos as pessoas perceberam que estas constelações que tanto observavam podiam os ajudar. Eles conseguiam reconhecer o tempo de caçar, de plantar e pescar, além de servirem para marcar o passar do tempo, as estações do ano e até o clima. Alguns povos construíram calendários influenciados pelos fenômenos celestes, temos como exemplos o calendário lunar e solar. Alguns chegaram a demarcar a trajetória do Sul durante o ano usando constelações que mais tarde formariam o Zodíaco.
Hoje em dia as constelações não tem mais o mesmo valor que tinham antigamente mas são muito úteis em estudos científicos principalmente os que envolvem a astronomia podendo por exemplo indicar direções no Universo e facilitar o reconhecimento de outros astros no céu. Algumas estrelas que são usadas para orientar equipamentos de navegação espaciais são: Canopus (da constelação Carina), Sírius (do Cão Maior) e ainda Fomalhaut (do Peixe Austral).
Um ponto importante a ser lembrado é que algumas constelações só podem ser vistas por completo em determinado hemisfério terrestre. Temos como um caso a Ursa Maior que é vista por alguém do Hemisfério Norte e o Octante para quem está no Hemisfério Sul.
Ao longo do tempo as estrelas vão mudando, então a União Astronômica Internacional (IAU) em 1929 resolveu orquestrar uma confederação com diversos astrônomos e muitos outros estudiosos da área onde decidiram oficializar 88 constelações, onde cada estrela do céu estaria inserida em uma constelação e cada uma teria sua determinada coordenada.Em 1930 a IAU definiu um novo conceito para constelações que seriam: constelação é a divisão da esfera celeste, geometricamente em 88 regiões ou partes. De modo que, se olhar para o céu qualquer objeto celeste que estiver na região de uma constelação, mesmo não sendo uma estrela que pertença propriamente dita a ela, o objeto será considerado parte da constelação. Dessas 88 constelações reconhecidas pela União Astronômica Internacional mais da maioria foram expostas pelos gregos antigos.
A título de curiosidade, as 88 constelações estarão listadas abaixo com seu nome em latim e em português e as que estão em vermelho são as mais conhecidas pelas pessoas:
ALGUMAS CONSTELAÇÕES QUE PODEMOS OBSERVAR DO BRASIL:
Abaixo veremos algumas constelações que podem ser observadas no nosso país:
Constelação da Bandeira:
As estrelas que estão presentes na bandeira do Brasil representam os 26 estados e mais o Distrito Federal e abaixo teremos uma imagem da bandeira brasileira onde teremos a representação parcial das estrelas de algumas constelações.
https://images.app.goo.gl/wkRk7s1dLfnfnxSh8
O céu da nossa bandeira representa a cidade do Rio de Janeiro no dia (15 de novembro de 1889) e hora (08h30min) da Proclamação da República. Nesta hora não haviam estrelas visíveis no céu devido ao horário, apenas a luz do Sol espalhada na atmosfera ofuscando o brilho das outras estrelas. Entretanto, os astrônomos sabiam as constelações que estavam no céu naquele horário e momento. Diante da Lei n° 5.700 registrada em 1° de Setembro de 1917, as estrelas que estão simbolizadas na bandeira brasileira devem ser postas como se estivessem sendo observadas de fora da esfera celeste. Devido a isso é que as constelações mostram-se espelhadas. Como já sabemos a estrela mais brilhante de uma constelação recebe o nome de alfa, a segunda mais brilhante é a beta, a terceira mais brilhante é a gama e assim por diante, de acordo com o alfabeto grego. As constelações representadas na nossa bandeira são: Virgem (estrela que representa o Pará); Cruzeiro do Sul (representa Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e São Paulo); Hydra (faz alusão aos estados de Acre e Mato Grosso do Sul); Cão Menor (simboliza o Amazonas); Cão Maior (representa o Mato Grosso, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins); Escorpião (representa Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Ceará, Maranhão e Piauí); Triângulo Austral (simboliza Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul); Carina (representa Goiás) e Octante (representa o Distrito Federal)
Cruzeiro do Sul (Cru):
Além de ser uma constelação muito famosa aqui no Hemisfério Sul, ela também possui uma grande importância, além disso apesar de ser pequena ela é muito identificável devido ao seu brilho. Para os gregos antigos essa constelação pertencia a constelação de Centauro. Foi no século XVI que navegadores europeus a “tiraram” de Centauro e a nomearam como Cruzeiro do Sul assim os ajudando em suas navegações, porque seu eixo maior da cruz aponta para o Pólo Sul celeste. Em sua constelação existe um aglomerado aberto de estrelas identificado como: “Caixa de Jóias” ou NGC 4755 que pode ser visto a olho nu próxima a beta crux representando uma pequena mancha. Recebeu o nome de “Caixa de Jóias” pois quando vista dá a impressão de estarmos vendo jóias brilhantes no telescópio.
Constelação Cruzeiro do Sul vista no céu. Cruzeiro do Sul na bandeira do Brasil. Disponível em:
Disponível em:https://images.app.goo.gl/SEVTuvRbdDf185a66 https://images.app.goo.gl/kWnPZxJFcLS2sMDD9
Cão Maior (CMa):
É a constelação que tem a estrela que mais brilha no céu, Sírius. Na mitologia grega era o cão que seguia o caçador Órion nas caçadas. Sírius tem características semelhantes às do Sol em luminescência e tamanho, estando a 8,7 anos-luz de distância. O nome Sírius provavelmente veio do grego e significa “ardente” e o ano novo ateniense começava com o aparecimento dessa estrela no céu.
Constelação Cão Maior no céu com suas estrelas. Cão Maior na bandeira do Brasil nos Estados.
Disponível em:https://images.app.goo.gl/kUSZSUs2JXCnMReJ9 Disponível em: https://images.app.goo.gl/7q525WE4fdLzVVUT9
Cão Menor (CMi):
É o menor cão do caçador Órion e o seu único ponto de interesse é a sua Alfa, Procyon. Seu nome deriva do grego e tem como significado “antes do cão”, por causa que esta estrela nasce no Hemisfério Norte antes de Sírius aparecer. Além disso, está a cerca de 11,4 anos-luz de distância e está quase tão perto de nós quanto Sirius.
Triângulo Austral (TrA):
Também conhecido como “Triângulo do Sul” também não é difícil de ser observada pois é uma das poucas constelações com a figura óbvia (sendo um triângulo). Está perto do Cruzeiro do Sul e da constelação de Centauro.
Triângulo Austral visto a noite. Disponível em: Triângulo Austral na bandeira do Brasil. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/XFK6grrYvbWk8ve59 https://images.app.goo.gl/RarmxzX5S3xKw6g29
Carina (Car):
Ela não é fácil de ser identificada no céu, seu nome tem haver com a quilha que é a peça estrutural básica de uma embarcação que neste caso seria do navio mitológico Argo. Fazia parte da constelação de Argo mas no século XVIII foi dividida em três partes: Carina, Popa e Vela. Carina abriga a segunda estrela mais brilhante do céu noturno que seria a Canopus (alpha Carinae) e se localiza a mais ou menos 310 anos-luz da Terra.
Constelação de Carina vista no céu.Disponível em: Constelação Carina na bandeira brasileira. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/hXvouJtTcmh4mdGr5 https://images.app.goo.gl/8pJnCwk6iqFT2NiJ6
Hydra (Hya):
É considerada a maior constelação presente na esfera celeste, estendendo-se por mais de um quarto do céu e passando por diversas outras constelações como: a Balança, o Centauro, o Corvo, a Taça, o Sextante e Câncer. Se tem mais dificuldade de encontrá-la no céu pois é muito extensa e as estrelas que a compõem possuem pouco brilho. É a parte de sua cabeça que chama mais atenção por ser composta de seis estrelas com brilhos modestos. Quando se trata da mitologia envolvendo sua história sabemos que Hidra era um monstro de diversas cabeças que foi morto por Hércules em um de seus doze trabalhos. Entretanto no meio celestial é representado por uma cobra d’água com apenas uma cabeça.
Constelação de Hydra vista no céu. Disponível em: Representação da conste. Hydra na bandeira do Brasil
Disponível em:https://images.app.goo.gl/xXvWBaR8SgWKFAYM8 Disponível em: https://images.app.goo.gl/6A7LtoiJXxDh2Chh9
Octante (Oct):
É a representação de um instrumento náutico denominado de Octante ou Oitante usado para dividir um círculo em oito partes que facilita as medidas angulares na navegação e na astronomia. Essa constelação foi criada no século XVI pelo astrônomo francês Lacaille. A maioria das estrelas presentes no Octante possuem pouco brilho e por seu brilho ser tão pouco é difícil observá-la a olho nu.
Imagem do Octante. Disponível em: Representação do Ocante na bandeira do Brasil
https://images.app.goo.gl/oYoSEtgoBjRSq8bK7 Disponível em: https://images.app.goo.gl/aMYfasDkq4Tp2HWP6
CONSTELAÇÕES DO ZODÍACO:
As constelações que formam o Zodíaco e tudo o que o envolve está muito em alta ultimamente, é conhecido por ser o círculo dos animais ou o caminho dos animais. Além disso, ele é definido por uma faixa no céu limitada por dois paralelos de latitude celeste: um localizado a 8 graus ao norte e o outro a 8 graus ao sul da Eclíptica (linha central do Zodíaco) e é nessa faixa que passam a Lua, Sol e os planetas. Foi por volta de 500 a.C que surgiu o zodíaco e os criadores deles foram os babilônicos, as 12 constelações que o formam estão a uma faixa de aproximadamente 18 graus em uma volta elíptica e ela possui 12 subdivisões iguais de 30 graus. As constelações que o formam receberam seus nomes em latim e são elas: Aries (Aries), Taurus (Touro), Gemini (Gêmeos), Cancer (Cancer), Leo (Leão), Virgo (Virgem), Libra (Libra), Scorpius (Escorpião), Sagittarius (Sagitário), Capricornus (Capricórnio), Aquarius (Aquário) e Pisces (Peixe). A Eclíptica é, digamos, o círculo máximo da Esfera Celeste que simboliza a trajetória anual do Sol em seu movimento aparente em torno da Terra. Esse movimento aparente do Sol diz respeito ao movimento de translação da Terra.
Imagem das linhas do Zodíaco. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/UfLkXcfTBUWj7mNc6
Imagem das doze constelações do zodíaco Imagem das figuras que representam as doze
Disponível em: constelações do zodíaco. Disponível em: https://images.app.goo.gl/HbzVtLdgfsvbJEiC9 https://images.app.goo.gl/s1oGv1mp3gLyH6hK9
As datas de cada signo ou cada constelação é separada conforme as seguintes datas:
ÁRIES: 22 de março até 21 de abril;
TOURO: 22 de abril até 21 de maio;
GÊMEOS: 22 de maio até 21 de junho;
CÂNCER: 22 de junho até 21 de julho;
LEÃO: 22 de julho até 21 de agosto;
VIRGEM: 22 de agosto até 21 de setembro;
LIBRA: 22 de setembro até 21 de outubro;
ESCORPIÃO: 22 de outubro até 21 de novembro;
SAGITÁRIO: 22 de novembro até 21 de dezembro;
CAPRICÓRNIO: 22 de dezembro até 21 de janeiro;
ÁQUARIO: 22 de janeiro até 21 de fevereiro;
PEIXES: 22 de fevereiro até 21 de março;
OFIÚCO: 1 de dezembro até 18 de dezembro
Uma curiosidade é que a cada 70 anos essas datas ocorrem um dia mais tarde devido a precessão dos equinócios. Vamos ver agora um pouco mais detalhadamente as constelações que formam o Zodíaco:
CAPRICÓRNIO:
É uma constelação muito antiga e foi uma das primeiras a ser composta no Zodíaco e é a menor constelação. Ela é mais difícil de se achar no céu pois as estrelas que fazem parte dela possuem baixo brilho. A linha vermelha que atravessa capricórnio e é mostrada em muitas imagens dessa constelação é a linha da Eclíptica. Além disso, Capricórnio fica entre as constelações de Sagitário e Aquário. Também é conhecida pelos seguintes nomes: “A Cabra do Mar” e “A Cabra-Peixe” apesar de seu nome significar “Chifres de Cabra”. Segundo a mitologia, essa constelação era o deus Pã com aparência parecida com um bode. O deus era considerado muito indeciso e não conseguia tomar decisões rapidamente. Reza a lenda que um dia os deuses fugiram de um monstro marinho e se disfarçaram de animais, Pã não decidiu qual animal seria e quando viu o monstro se aproximar transformou seus pés em uma cauda de peixe e seu tronco em uma cabra. Por isso a figura do Peixe-Cabra.
Constelação de Capricórnio. Disponível em: Capricórnio. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/ANsG1QjNyGmne2h88 https://images.app.goo.gl/4DuBQyw9TbhsWszH8
AQUÁRIO:
Está localizada entre Capricórnio e Peixes e é considerada uma das maiores constelações do Zodíaco. Nos mitos, simboliza um jovem grego ou às vezes um homem velho, ambos sempre derramando água de um jarro. Seu nome era Ganimedes e trabalhava como pastor, segundo a lenda Zeus havia enviado uma águia ao homem ou ele mesmo havia se transformado no animal em busca de Ganimedes levando-o para o Monte Olimpo. E lá, no lar dos deuses ele recebera o trabalho de copeiro, ou seja, sempre deveria servir a realeza.
Figura de Áquario. Disponível em: Constelação de Aquário. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/PY6wVrgxHBPoxd6b7 https://images.app.goo.gl/dVB3cNNK3Zizq5Uf9
PEIXES:
Ela simboliza dois peixes ligados um ao outro através de um cordão amarrado em suas caudas na estrela Alpha Piscium. As estrelas desta constelação são consideradas de quarta magnitude, portanto seu brilho não é visto como forte e está entre Aquário e Áries. Ele tem grande importância no equinócio de março, pois ele contém o ponto em que o Sol cruza o Equador indo em direção ao norte a cada ano. Quando se trata da mitologia, um dos peixes representa a deusa grega Afrodite e o outro simboliza seu filho Eros que se transformarão em peixes com finalidade de fugir do monstro Tífon mergulhando no Eufrates.
Figura de Peixes. Disponível em: Constelação de Peixes. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/1qfaiMPbmHQVMi2f6 https://images.app.goo.gl/Tv8Q8W6FpF8EYdHa8
ÁRIES:
Está entre Peixes e Touro, possuindo formato de um carneiro e suas estrelas não apresentam muito brilho. Na mitologia grega, representa o carneiro cujo velocino de ouro estava num carvalho na Cólquida, costa leste do mar Negro. Jasão e os argonautas fizeram uma viagem para levar o velocino à Grécia.
Figura de Áries. Disponível em: Constelação de Áries. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/8F42jfmiJK9Yc1wJ6 https://images.app.goo.gl/B9czgYfA2X68yquB8
TOURO:
Está perto da constelação de Órion portanto pode ser encontrada com facilidade. Sua estrela alfa é Aldebaran que é uma gigante vermelha podendo ser muito visível no céu devido a sua cor. Além disso, Touro tem um grande e nítido aglomerado aberto de estrelas, Plêiades que pode ser conhecido como Sete Irmãs e estão a cerca de 400 anos-luz da Terra. Outro aglomerado é conhecido como as Híades que está a cerca de 150 anos-luz da Terra e é o aglomerado considerado mais próximo. Um outro objeto muito interessante encontrado nesta constelação é a Nebulosa do Caranguejo que é o restante de uma estrela que explodiu, foi visivelmente registrada pela primeira vez em julho de 1054 por astrônomos chineses e japoneses. Na mitologia grega Touro representaria o disfarce que Zeus teria usado para atrair a atenção da princesa Europa (da cidade de Fenícia), ele havia atravessado o Mediterrâneo nadando levando Europa em suas costas até a ilha de Creta.
Figura de Touro. Disponível em: Constelação de Touro. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/ERTRZ9gwBJBf5yPE6 https://images.app.goo.gl/eN63RWwFvQTAbByJA
GÊMEOS:
É uma constelação que pode ser encontrada facilmente no céu devido ao brilho das estrelas, Castor e Pollux formam as cabeças dos gêmeos mitológicos. A constelação se localiza entre Touro e Câncer. Castor não é a estrela mais brilhante de gêmeos, mesmo tendo no nome o alfa (alpha Geminorum), ou seja, a mais brilhante das duas é Pollux. Castor está a 52 anos-luz enquanto Pollux está a 34 anos-luz. Na mitologia os gêmeos são metade irmãos, sendo filhos da mesma mãe (Leda) mas com pais distintos. O pai de Castor era o rei Tíndaro da cidade Esparta, enquanto o pai de Pollux era o deus dos deuses, Zeus.
Figura de Gêmeos. Disponível em: Constelação de Gêmeos. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/ZJNhTPBhxJWAdqs59 https://images.app.goo.gl/hUK2H915qhZGY7kF9
CÂNCER:
Traduzindo seu nome seria um caranguejo e é considerada a constelação mais fraca do Zodíaco localizando-se entre Gêmeos e Leão. Um dos objetos celestes que estão em Câncer é um aglomerado estelar M44 denominado de Presépio (Colméia ou também Manjedoura) e conseguimos vê-lo a olho nu como um ponto difuso. Segundo a mitologia, o caranguejo tentou atacar Hércules na luta contra a Hidra e o herói o esmagou com o pé.
Figura de Câncer. Disponível em: Constelação de Câncer. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/WRvgDUgtwzHW8r3UA https://images.app.goo.gl/H5kc81VDwVt1ZjA18
LEÃO:
Está localizada entre Câncer e Virgem e recebeu esse nome pela sua figura ser muito parecida com um leão. Segundo a mitologia grega, esse leão era constituído de couro impenetrável e aterrorizava a cidade de Neméia, mas Hércules conseguiu matá-lo. A Alpha Leonis recebe de Copérnico o nome de “Regulus” e é vista como o "Guardião do Céu''. Regulus seria um binário múltiplo e está muito perto da Eclíptica.
Figura do Leão. Disponível em: Constelação de Leão. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/PNcnrSq6wvjyQeDE8 https://images.app.goo.gl/Ns6VyBJ4AqhXuhh99
VIRGEM:
É a segunda maior constelação presente no Zodíaco possuindo vários mitos e contos a seu respeito. Para os romanos era conhecida como a deusa Ceres que tinha o dom do crescimento das plantas alimentares e das colheitas, mais precisamente do milho. A estrela Alpha Virginis pode ser conhecida pelo nome Spica que significa “a orelha de trigo” que a deusa carregaria consigo. Spica é considerada um binário eclipsante azul-branco com um período de um pouco mais de quatro dias. Essa estrela é o dobro do tamanho do Sol e com uma luminosidade de cerca de duas mil vezes a mais que a do Sol e está a 260 anos-luz de distância da Terra. Além disso, se tem também um aglomerado de galáxias que recebeu o nome de “Aglomerado de Virgem”.
Figura Virgem. Disponível em: Constelação de Virgem. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/wt4NYGgGfmFkUwT3A https://images.app.goo.gl/YfzjnWuJdcXj1zid8
LIBRA:
Tem como significado “balança”, e está entre Virgem e Escorpião. E representa a balança da justiça que Virgem segura.
ESCORPIÃO:
É uma constelação facilmente reconhecida pois está ao lado do Cruzeiro do Sul na direção leste. A sua cauda curva sugere uma interrogação de ponta cabeça e é muito visível no céu. Se localiza entre as constelações de Libra e Sagitário. Segundo a mitologia, foi o animal que teria matado Órion (O caçador) com sua picada. A estrela que possui o maior brilho nesta constelação é chamada de Antares e é uma supergigante vermelha centenas de vezes maior que o Sol, além de ser conhecida como o “Coração do Escorpião”.
Figura Escorpião. Disponível em: Constelação de Escorpião. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/YZAQrKyFgXSTWDDr6 https://images.app.goo.gl/fmQgMEGdzJUG5YWz5
SAGITÁRIO:
Esse nome deriva do grego e significa “seta” e foram os romanos que batizaram esta constelação com esse nome. Está localizada entre Escorpião e Capricórnio sendo muito brilhante. Sua principal característica é que suas estrelas fazem um padrão que possui a forma de um bule e está próxima a região do céu onde encontramos o centro da nossa galáxia ou Via Láctea.
Figura de Sagitário. Disponível em: Constelação de Sagitário. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/c2THj18SnQavPY1w6 https://images.app.goo.gl/68wnLZoAwY7x8KQz5
OFIÚCO (Oph):
Também conhecido por Serpentário simbolizando um homem segurando uma serpente e, ela está localizada no equador celeste. A cabeça de Ofiúco fica perto da constelação de Hércules, e seus pés ficam próximos à constelação de Escorpião. É uma constelação que o Sol passa entre 30 de novembro até 17 de dezembro mas não faz parte oficialmente do zodíaco. Segundo a mitologia o deus grego da medicina: Esculápio era Ofiúco e podia ressuscitar os mortos. Entretanto, com medo de que isso atrapalhasse seu comércio de almas mortas, Hades pediu ao irmão Zeus para que matasse Ofiúco com um raio. Zeus então colocou o deus nas estrelas segurando uma serpente que tem como significado a cura.
Constelação de Ofiúco. Disponível em: Figura de Ofiúco. Disponível em:
https://images.app.goo.gl/uQQJLMdvYE9yP2W5A https://images.app.goo.gl/awyiq3cej2ig6PSg9
Podemos perceber que a história das constelações já passou por diversas fases e que em cada uma elas tiveram suas determinadas importâncias desde a antiguidade até os dias atuais. O estudo das constelações é realizado continuamente pelos estudiosos da área, onde antigamente auxiliavam para os povos saberem os períodos de pesca, plantação e caça, séculos depois ajudavam na navegação nos oceanos para os navegadores saberem em que direção seguir e hoje auxiliam na identificação das direções do Universo e caracterização do céu. Temos 88 constelações oficiais pela IAU e conseguimos observá-las de acordo com o Hemisfério que estamos inseridos, por exemplo: a Ursa Maior é vista por quem está no Hemisfério Norte enquanto o Cruzeiro do Sul é visto principalmente no Hemisfério Sul. As constelações mais conhecidas pelas pessoas são as 12 que constituem o Zodíaco porém temos outras muito conhecidas dependendo de onde moramos. Este foi um pequeno resumo sobre as constelações, seu surgimento e reconhecimento.
REFERÊNCIA:
S/A. Constelações. Youtube, 03 de Maio de 2019. Disponível em: https://youtu.be/2YabatwcTeg
Autora: Maysa Thaís Pellenz
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