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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O Sol

    O Sol é observado desde o início da raça humana muitos povos viam o Sol como um Deus ou uma entidade sobrenatural no que levaram a construção de muitos monumentos antigos com os fenômenos solares em mente; por exemplo, os megalíticos de pedra marcam com precisão o solstício de verão ou de inverno.

    O Sol é responsável por 99,86% da massa do Sistema Solar sendo principalmente composto por Hidrogênio e Hélio. Nesse momento o Hidrogênio representa mais ou menos 74,9% da massa do Sol na fotosfera e 23,8% de Hélio e mais ou menos 1% da massa do Sol na fotosfera representa outros elementos mais pesados como o oxigênio, o ferro, o carbono.

    Atualmente, e durante grande tempo da vida solar, a maior parte da energia produzida pelo Sol é gerada por fusão nuclear via cadeia próton-próton, convertendo hidrogênio em hélio. Fusão nuclear é o processo no qual dois ou mais núcleos atômicos se juntam e formam outro núcleo de maior número atômico. A fusão nuclear requer muita energia para acontecer, e geralmente libera muito mais energia do que a que consome.



    O Sol faz a emissão contínua de partículas carregadas denominadas de ventos solares, os ventos solares podem interferir no campo magnético da Terra fazendo interferências nos sistemas de rádios, danos a aparelhos elétricos e nossas auroras boreais. O maior vento solar registrado foi em 1859 e cientistas estimam que se um vento solar parecido com esse atingisse a Terra geraria um prejuízo de 2,6 trilhões de dólares.



Por: Andrius Nunes Zimmer, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluno do 1º Ano do Curso Técnico em Informática - Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

A expansão do Universo

Quando olhamos para o céu noturno vemos diversas estrelas que parecem estar imóveis, mas na verdade a maioria delas está em constante afastamento em relação a nós. A partir disso, descobrimos que nosso Universo não é estático.

Em 1929, Edwin Hubble descobriu que as galáxias se afastam em grande velocidade da Via Láctea e que essa velocidade de afastamento aumenta conforme aumenta a distância em que as galáxias estão de nós.

Cada uma das sete cores que conhecemos têm uma frequência - ou da mesma forma, um comprimento diferente entre uma crista e outra (comprimento de onda). Sendo a cor vermelha a de menor frequência (maior comprimento de onda) e a cor violeta a de maior frequência (menor comprimento de onda). Hubble observou que as cores da maioria das galáxias estava ficando mais próxima do vermelho e deduziu que a maioria das galáxias estavam afastando-se da Via Láctea.

O afastamento ou a aproximação das galáxias é percebido devido ao Efeito Doppler, no qual, se um corpo celeste está se aproximando de nós, sua frequência aumenta (desvio para o violeta); e ao afastar-se de nós, sua frequência diminui (desvio para o vermelho).

Como Hubble observou, nem todas galáxias se afastavam de nós; algumas exceções de galáxias estavam se aproximando, fazendo sua cor ficar cada vez mais próxima do azul ou violeta. Essa tendência do afastamento das galáxias em relação à Via Láctea é denominada de “redshift”, ou seja, desvio para o vermelho.

Nessa expansão, ao contrário do que muitos pensam, as galáxias não estão deslocando-se em altas velocidades no espaço; mas sim, o espaço entre elas está ficando cada vez maior. As galáxias estão praticamente paradas uma em relação à outra, porém o espaço entre elas aumenta e vai carregando-as junto com essa expansão. Para facilitar o entendimento, podemos imaginar as galáxias sobre um tecido que vai se esticando cada vez mais, fazendo o espaço entre elas ficar cada vez maior.

Anteriormente a descoberta de Hubble, o astrônomo alemão Heinrich Olbers desenvolveu o Paradoxo de Olbers, no qual questionava como o céu noturno era em sua maioria escuro e com poucas estrelas, se o Universo era infinito e estático (como acreditavam na época). Se o Universo fosse infinito e estático, ao olhar para qualquer ponto do céu, veríamos a luz de uma estrela, logo o céu noturno seria extremamente luminoso. Portanto, a descoberta de Hubble concluiu esse paradoxo, visto que a escuridão do céu noturno é justificada pela expansão do Universo.
Por: Eduardo Luiz Gradischnig, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluno do 2º Ano do Curso Técnico em Informática - Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

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