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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Você já ouviu falar de Espectroscopia?

Embora usualmente não seja estudada no Ensino Médio, a Espectroscopia é uma técnica muito importante para a ciência. Suas aplicações se encontram em áreas como a química forense, química orgânica e bioquímica, mas se torna especialmente importante para a Astronomia por se tratar do único método conhecido para se conhecer a composição química de estrelas.

Conceitualmente, entende-se a espectroscopia como o estudo da luz, quando essa é decomposta em uma sequência de suas cores componentes, chamada espectro, ao passar por um prisma ou rede de difração, podendo também passar por fenda e conjunto de lentes. Dependendo do objeto do qual provém a luz os espectros formados serão classificados em: de Absorção, de Emissão ou Contínuo.

Resumidamente, o Espectro Contínuo é aquele emitido por um corpo opaco quente; o Espectro de Emissão provém de um gás quente e o de Absorção de um corpo opaco quente envolto por um gás frio.¹


¹ Esquema que representa a Classificação de Kirchhoff para os Espectros.

Fonte: IF UFRGS

Essa classificação foi criada por Fraunhofer, que compõe a linha do tempo dessa técnica iniciada por Isaac Newton, em 1665, com seu famoso experimento da decomposição da luz branca, quando a mesma passou por um prisma e formou um espectro com as cores do arco-íris².


² Representação do Experimento de Newton da Decomposição da luz branca.

Fonte: IF UFRGS

Com o passar do tempo a instrumentação e os estudos foram evoluindo: foram descobertas linhas nos espectros formados e que as mesmas (chamadas linhas de Fraunhofer) indicavam a presença de determinados elementos. Definiu-se então que diferentes espectros correspondem a diferentes composições químicas. É assim que se pode inferir sobre os elementos presentes em estrelas distantes, além de outras propriedades físicas e químicas que se tornam possíveis determinar indiretamente. Instrumentos como espectroscópios, espectrômetros e espectrofotômetros e a comparação com mais de 225 mil espectros conhecidos e catalogados permitem aferição das propriedades químicas e físicas dos objetos.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

ENASTRO E Busca Pública de Asteroides

No dia 23 de junho, sábado, integrantes do Clube de Astronomia do IFRS Campus Feliz participaram do III Encontro Riograndense de Astronomia, na Universidade LaSalle, em Canoas. Esse evento contou com palestras e oficinas das áreas da Física, Química e Biologia, agregando conhecimento aos interessados em astronomia.





E no dia 05 de julho, realizamos uma Busca Púlica de Asteroides no IFRS Campus Feliz, onde analisamos com a ajuda dos demais estudantes presentes pacotes de imagens enviados pelo telescópio Pan-STARRS, do Havaí, com o software Astrometrica, em busca de possíveis asteroides. Foram enviados relatórios para a IASC, International Astronomical Search Collaboration, que confirmarão se houve descobertas de asteroides.

A Busca Pública ocorreu em vários lugares pelo mundo, em homenagem ao Asteroid Day, que ocorreu dia 30 de junho.



terça-feira, 5 de junho de 2018

Observação Astronômica

Na sexta-feira, dia 25 de maio, ocorreu no IFRS Campus Feliz a primeira observação astronômica do ano, aberta aos alunos e à comunidade externa.

A atividade foi programada e realizada pelos bolsistas e coordenadores do Clube de Astronomia do ano de 2018, utilizando o telescópio de 254mm adquirido pela instituição de ensino em 2016.

Na ocasião, observou-se nosso satélite natural, a Lua, e Júpiter e suas luas quatro maiores luas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Mais observações, também abertas à comunidade externa, ocorrerão durante o ano.


Bolsistas e coordenadores do Clube de Astronomia do ano de 2018.


Lua vista do telescópio.




Observação do movimento das Luas galileanas Io, Europa, Ganimedes e Calisto em volta de Júpiter.

Também no mês de maio ocorreu a participação do Clube em mais uma das campanhas de busca de asteroides promovidas pela IASC (International Astronomical Search Collaboration), em que através da análise de imagens enviadas do telescópio Pan-STARRS, do Havaí com o programa Astrometrica, são enviados relatórios com dados dos possíveis asteroides encontrados, a serem confirmados como inéditos ou não posteriormente.

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