Conceitualmente, entende-se a espectroscopia como o estudo da luz, quando essa é decomposta em uma sequência de suas cores componentes, chamada espectro, ao passar por um prisma ou rede de difração, podendo também passar por fenda e conjunto de lentes. Dependendo do objeto do qual provém a luz os espectros formados serão classificados em: de Absorção, de Emissão ou Contínuo.
Resumidamente, o Espectro Contínuo é aquele emitido por um corpo opaco quente; o Espectro de Emissão provém de um gás quente e o de Absorção de um corpo opaco quente envolto por um gás frio.¹

¹ Esquema que representa a Classificação de Kirchhoff para os Espectros.
Fonte: IF UFRGS
Essa classificação foi criada por Fraunhofer, que compõe a linha do tempo dessa técnica iniciada por Isaac Newton, em 1665, com seu famoso experimento da decomposição da luz branca, quando a mesma passou por um prisma e formou um espectro com as cores do arco-íris².
² Representação do Experimento de Newton da Decomposição da luz branca.
Essa classificação foi criada por Fraunhofer, que compõe a linha do tempo dessa técnica iniciada por Isaac Newton, em 1665, com seu famoso experimento da decomposição da luz branca, quando a mesma passou por um prisma e formou um espectro com as cores do arco-íris².
² Representação do Experimento de Newton da Decomposição da luz branca.
Fonte: IF UFRGS
Com o passar do tempo a instrumentação e os estudos foram evoluindo: foram descobertas linhas nos espectros formados e que as mesmas (chamadas linhas de Fraunhofer) indicavam a presença de determinados elementos. Definiu-se então que diferentes espectros correspondem a diferentes composições químicas. É assim que se pode inferir sobre os elementos presentes em estrelas distantes, além de outras propriedades físicas e químicas que se tornam possíveis determinar indiretamente. Instrumentos como espectroscópios, espectrômetros e espectrofotômetros e a comparação com mais de 225 mil espectros conhecidos e catalogados permitem aferição das propriedades químicas e físicas dos objetos.