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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

A Vida de Estrelas e Galáxias

Os tipos de estrelas são variados, pois não possuem um tamanho e nem uma cor única, podendo ir do vermelho até azul. Sendo as azuis mais quentes (aproximadamente 18000 K)  e as vermelhas as mais "frias" (aproximadamente 4000 K). É importante saber que a luz delas é a mesma, pois o que muda é a luminosidade.

Referências das imagem: <https://conhecimentocientifico.r7.com/estrelas/>.

O formato de uma estrela é esférico, porém, quando as estrelas distantes são observadas da Terra, a luz sofre uma difração, por isso que parece que elas possuem “pontas”.

Mas o que é uma estrela? A explicação mais simples, seria que ela é uma esfera de gás. A sua superfície possui uma temperatura entre 3000 ºC até 50000 ºC e internamente pode chegar a milhões de ºC. Atualmente a maioria delas estão estáveis, ou seja, não ocorre oscilações na “geração” e “transmissão” da luz. Conseguem se manter nesse estado, por conta da briga que ocorre entre a gravidade e as reações nucleares (pressão). A gravidade tenta juntar a parte superficial da estrela para o centro e a pressão faz o contrário, ela tenta empurrar para fora.

A massa da estrela determina a “evolução” e destino da mesma. Sendo assim, quanto menor a massa = maior o ciclo de vida e quando maior a massa = menor o ciclo de vida.

Apesar de serem casos raros, existem as estrelas binárias. São estrelas que se juntaram pela atração gravitacional e passam a viverem juntas, e existem casos que são mais raros ainda, que são quando as duas estrelas nasceram da mesma nebulosa. Na imagem abaixo observa-se um caso de estrelas binárias.


Referência da   imagem: <https://olhardigital.com.br/2020/01/09/ciencia-e-espaco/estrela-binaria-na-via-lactea-deve-explodir-ate-o-final-deste-seculo/>.

O famoso berçário das estrelas, é uma nebulosa (que é basicamente uma nuvem de gás, sendo sua maioria formada por hidrogênio e hélio) e sua origem deriva de um colapso de um desses gases, provocando um aquecimento que dá início à fusão nuclear. Após a formação da estrela, o resto do gás que sobra forma um sistema planetário.

A junção de estrelas, ou seja, a existência de várias estrelas perto umas das outras, possui o nome "aglomerados de estrelas”, que pode ser formado por centenas a milhares de estrelas.

As galáxias são formadas por estrelas, poeira, gás e matéria escura e são separadas em grupos pelas características visuais, sendo elas: Galáxias Elípticas, Galáxias Espirais, Galáxias Peculiares e Galáxias Lenticulares. 


Galáxia Elíptica:

        Como representado na imagem abaixo, sua forma é esférica ou elipsoidal e sua estrutura não é espiral. Ao contrário das outras galáxias, essas possuem pouco gás, pouca poeira e poucas estrelas jovens, além de um núcleo e um halo (é um nevoeiro nebuloso de poeira, gás e matéria escura que envolve a galáxia). Desse tipo, as maiores que existem são as elípticas gigantes, que chegam a um diâmetro de milhões de anos-luz, e as menores que existem são as elípticas anãs, com poucos milhares de anos-luz de diâmetro.

Galáxia Espiral:

Como representado na imagem abaixo, sua forma é esférica ou elipsoidal e sua estrutura não é espiral. Ao contrário das outras galáxias, essas possuem pouco gás, pouca poeira e poucas estrelas jovens, além de um núcleo e um halo (que é um nevoeiro nebuloso de poeira, gás e matéria escura que envolve a galáxia). Desse tipo, as maiores que existem são as elípticas gigantes, que chegam a um diâmetro de milhões de anos-luz, e as menores que existem são as elípticas anãs, com poucos milhares de anos-luz de diâmetro.


Galáxia Peculiar:

Também conhecida como “Galáxia Irregular”, justamente por não possuírem simetrias circulares e/ou rotacionais (características visíveis à olho nu, assim como na imagem abaixo). Sua estrutura é caótica e muitas parecem sofrer de atividade de formação estelar relativamente intensa, sendo assim, sua aparência é dominada por estrelas jovens brilhantes e nuvens de gás ionizado, que também está distribuído irregularmente.

Galáxia Lenticulares:

A galáxia lenticular (representada abaixo) é uma mistura de galáxia espiral e elíptica. Apesar de não possuírem braços espirais, como nas galáxias espirais, elas possuem disco e esferóide central formado por estrelas. Também contém pouco gás e poeira interestelar, como as elípticas.

Como já dito anteriormente, dependendo da massa das estrelas, elas podem ter seus destinos diferentes, mas o que exatamente isso quer dizer? Como já mencionado, o tempo de vida delas é determinado pela massa, mas não é só isso. Estrelas com menor massa, possuem um “fim” menos caótico, já as com maior massa possuem um “fim” mais turbulento, o que inclui a chance de virarem um buraco negro. 

No caso do Sol, primeiro ele foi uma protoestrela, então virou mais ou menos o que conhecemos  hoje, possuindo seus 4,6 bilhões de anos (de uma estimativa de vida de 10 bilhões) e irá continuar assim por alguns milhões de anos, depois irá se transformar em uma Gigante Vermelha (é o processo em que o Hidrogênio acaba, sua massa diminui e seu tamanho aumenta e por consequência provavelmente engolirá Mercúrio e Vênus), devido ao término do hidrogênio, o Sol irá tentar fundir hélio em carbono e no momento em que ele conseguir, em apenas alguns minutos, se tornará uma Supergigante Vermelha, que ocupará o espaço até a órbita da Terra. Após esse momento ele se tornará uma Anã Branca. A teoria é de que com o passar dos anos, a Anã Branca irá se apagar lentamente, até se tornar uma Anã Preta, ou seja, não irá emitir luz. Esse processo é o segundo tipo de “vida” de uma estrela, representada na imagem abaixo.



Referências: 

SAGAN, Carl. As vidas das estrelas. In: SAGAN, Carl. Cosmos. 1ª edição. Local de publicação: Companhia das letras, 6 de novembro de 2017, pág. 217 - 243;

<https://youtu.be/_uNRf3wtCso>. Acessado em 08/07/2021;

<https://youtu.be/_vzEKXOI3BY>. Acessado em 08/07/2021;

<https://conhecimentocientifico.r7.com/estrelas/>. Acessado em 08/07/2021;

<http://lilith.fisica.ufmg.br/~dsoares/reino/lenticular.htm>. Acessado em 16/07/2021;

<https://youtu.be/1wPSGIV84aI>. Acessado em 16/07/2021;

<https://olhardigital.com.br/2020/01/09/ciencia-e-espaco/estrela-binaria-na-via-lactea-deve-explodir-ate-o-final-deste-seculo/>. Acessado em 16/07/2021;

<http://lilith.fisica.ufmg.br/~dsoares/reino/eliptica.htm>. Acessado em 16/07/2021;

<https://pt.wikipedia.org/wiki/Atlas_of_Peculiar_Galaxies>. Acessado em 16/07/2021;

<https://canaltech.com.br/espaco/espirais-elipticas-e-lenticulares-por-que-as-galaxias-sao-tao-diferentes-173489/>. Acessado em 18/07/2021;

<http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/node14.htm>. Acessado em 05/08/2021;

<https://www.hipercultura.com/10-nebulosas-fascinantes-descobertas/>. Acessado em 08/08/2021.

<https://youtu.be/ualQQ_xsmis>. Acessado em 08/08/2021;

<https://heasarc.gsfc.nasa.gov/nasap/docs/unive2_p/stars_p.html>. Acessado em 08/08/2021;

<https://canaltech.com.br/espaco/espirais-elipticas-e-lenticulares-por-que-as-galaxias-sao-tao-diferentes-173489/>. Acessado em 08/08/2021;

<http://www.if.ufrgs.br/fis02001/aulas/aglogal.htm>. Acessado em 15/08/2021;

<http://www.if.ufrgs.br/~fatima/ead/galaxias.htm>. Acessado em 15/08/2021.




Autora: Luana Bruch Maurer

Graduanda IFRS/Feliz


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