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sábado, 26 de novembro de 2022

SUPERNOVAS


As estrelas são corpos celestes que habitam no espaço, são visivelmente vistas e conhecidas e causam admiração em várias pessoas do meio científico e fora dele, pois, explicam muitos sobre o universo. Existem variados tipos de estrelas um tipo delas é conhecido como supernovas, as quais serão abordadas com mais detalhes nesse texto.
As supernovas são estrelas que estão na fase final da evolução, essas estrelas possuem massa grande (superiores que a massa do sol), no estágio final de evolução estrelar elas perdem a capacidade de fusão e geram uma explosão, que pode ser termonuclear ou colapso do núcleo, essa explosão possui brilho de característica intensa, pois é a maior explosão que ocorre no espaço, um exemplo dessa explosão é visto na figura 1.

Figura 1: Explosão da SN1987A.

O tipo de explosão que acontece na supernova está ligado com a sua estrela progenitora, o ciclo final ocorre quando a capacidade de fusão do hélio se esgota, gerando instabilidades que ocasionam na expulsão do envoltório estrelar, porém, essa explosão não destrói a estrela completamente, pois ainda resta o núcleo denso denominado anã branca.

A supernova termonuclear sucede em sistemas múltiplos, em que a anã branca vai absorver a massa da estrela vizinha, que pode estar no estágio de gigante vermelha, quando a anã branca entra no limite de Chandrasekhar; que é quando a massa da estrela, a partir da pressão de degenerescência, não é capaz de contrariar a força da gravidade, a estrela entra em colapso. Nesse tipo de explosão, a matéria é lançada no espaço com grandes velocidades. Esse tipo de supernova ocorre em sistemas binários de estrelas.

O outro tipo de colapso de supernova é o de núcleo que se dá quando estrelas massivas tem a capacidade de fundir elementos mais pesados até o último ciclo possível de elementos, na qual o núcleo vai entrar em instabilidade e logo depois o envoltório da estrela vai colidir com o núcleo e gerar uma explosão. Esse tipo de supernova acontece no final da vida de uma única estrela massiva.

A supernova queima por um período curto, no entanto diz muito sobre o universo, pois demostra a expansão do mesmo e sua constante transformação, além de distribuir elementos por todo o universo mantendo o equilíbrio universal, pois esses elementos e detritos das supernovas podem viajam por todo o espaço e formar novas estrelas e em alguns casos dão origem até a planetas.

Existem registros históricos de supernovas desde 1300 a.C, uma delas é conhecida hoje como a nebulosa do caranguejo (SN1054). Mas existem outras supernovas, tais como: SN1572 e SN1604. As iniciais SN indicam que se trata de uma supernova e o número é o ano da descoberta, como por exemplo, a SN1006, que foi a mais brilhante registrada na história, foi descoberta em 1006 d.C.

De acordo com a classificação proposta em 1941 por Rudolph Minkowski, as supernovas são classificadas em dois tipos principais: supernovas do tipo I que não apresentam hidrogênio e as do tipo II, que apresentam linhas de emissão ou absorção de hidrogênio, mas também existem classificações mais atuais, tais como SUZAN e Clntla que são classificações automáticas e que fazem parte de um trabalho desenvolvido pelo INPE.

As supernovas são um dos vários tipos de estrelas que existem e chamam muito atenção de leigos e cientistas, não apenas pelo brilho de suas explosões, mas também pelo fato de estarem presentes há milhares de anos e mostrarem como o universo ainda está em constante expansão e mudança

Por: Paula Patrícia Siqueira Santos; 

Por: Paula Patrícia Siqueira Santos, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e Graduanda em Engenharia Química pelo IFRS Campus Feliz, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.

Referências

http://mtc-m21c.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtc-m21c/2018/03.28.12.42/doc/publicacao.pdf

https://socientifica.com.br/enciclopedia/supernova/

http://astro.if.ufrgs.br/evol/node51.htm


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