Figura 1:
Explosão da SN1987A.
O tipo de explosão que acontece na supernova está ligado com a sua estrela progenitora, o ciclo final ocorre quando a capacidade de fusão do hélio se esgota, gerando instabilidades que ocasionam na expulsão do envoltório estrelar, porém, essa explosão não destrói a estrela completamente, pois ainda resta o núcleo denso denominado anã branca.
A supernova
termonuclear sucede em sistemas múltiplos, em que a anã branca vai absorver a
massa da estrela vizinha, que pode estar no estágio de gigante vermelha, quando
a anã branca entra no limite de Chandrasekhar; que é quando a massa da estrela,
a partir da pressão de degenerescência, não é capaz de contrariar a força da
gravidade, a estrela entra em colapso. Nesse tipo de explosão, a matéria é
lançada no espaço com grandes velocidades. Esse tipo de supernova ocorre em
sistemas binários de estrelas.
O outro tipo de colapso
de supernova é o de núcleo que se dá quando estrelas massivas tem a capacidade
de fundir elementos mais pesados até o último ciclo possível de elementos, na
qual o núcleo vai entrar em instabilidade e logo depois o envoltório da estrela
vai colidir com o núcleo e gerar uma explosão. Esse tipo de supernova acontece
no final da vida de uma única estrela massiva.
A supernova queima por
um período curto, no entanto diz muito sobre o universo, pois demostra a
expansão do mesmo e sua constante transformação, além de distribuir elementos
por todo o universo mantendo o equilíbrio universal, pois esses elementos e
detritos das supernovas podem viajam por todo o espaço e formar novas estrelas
e em alguns casos dão origem até a planetas.
Existem registros
históricos de supernovas desde 1300 a.C, uma delas é conhecida hoje como a
nebulosa do caranguejo (SN1054). Mas existem outras supernovas, tais como: SN1572
e SN1604. As iniciais SN indicam que se trata de uma supernova e o número é o
ano da descoberta, como por exemplo, a SN1006, que foi a mais brilhante
registrada na história, foi descoberta em 1006 d.C.
De acordo com a
classificação proposta em 1941 por Rudolph Minkowski, as supernovas são
classificadas em dois tipos principais: supernovas do tipo I que não apresentam
hidrogênio e as do tipo II, que apresentam linhas de emissão ou absorção de
hidrogênio, mas também existem classificações mais atuais, tais como SUZAN e
Clntla que são classificações automáticas e que fazem parte de um trabalho
desenvolvido pelo INPE.
As supernovas são um
dos vários tipos de estrelas que existem e chamam muito atenção de leigos e
cientistas, não apenas pelo brilho de suas explosões, mas também pelo fato de
estarem presentes há milhares de anos e mostrarem como o universo ainda está em
constante expansão e mudança
Por: Paula Patrícia
Siqueira Santos;
Por: Paula Patrícia Siqueira Santos, integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e Graduanda em Engenharia Química pelo IFRS Campus Feliz, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.
Referências
http://mtc-m21c.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/mtc-m21c/2018/03.28.12.42/doc/publicacao.pdf
https://socientifica.com.br/enciclopedia/supernova/
http://astro.if.ufrgs.br/evol/node51.htm
Nenhum comentário:
Postar um comentário