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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Sistema Solar

A Via Láctea, ilustrada na imagem esquerda abaixo, é uma galáxia espiral e o sistema solar está localizado na borda de um de seus braços, conhecido como “Braço de Órion”, como está representado abaixo na imagem direita



Referência da imagem da direita: <https://www.galeriadometeorito.com/2018/07/quantos-bracos-tem-nossa-galaxia-via-lactea.html>. 

Referência da imagem da esquerda: <http://www.if.ufrgs.br/~fatima/ead/endereco-cosmico.htm>. 

O início da formação de estrelas (e posteriormente sistemas planetários) se dão por explosões de nebulosas, que são nuvens de gás e em sua maioria, são formadas por poeira cósmica e gases como Hidrogênio e Hélio, possuem um formato irregular e também são apelidadas de "berçário das estrelas”. E no caso do Sistema Solar, não foi diferente, seu início se deu por uma explosão de uma nebulosa há 4,7 bilhões de anos e atualmente a explicação mais aceita é a “Teoria da Nebulosa Solar”, que inicialmente foi formulada por René Descartes em 1644 e reformulada mais duas vezes, em 1775 por Immanuel Kant e em 1796 por Pierre-Simon de Laplace. A teoria consiste em afirmar que: o Sol se formou após a rotação de uma nuvem que ao se contrair, por conta da influência da gravidade, aumentou sua velocidade e entrou em colapso, porém, a maior concentração molecular central formou o Sol e o restante dessa nuvem molecular formou o restante dos astros presentes no Sistema Solar. Com isso se dá a distribuição de massa resultante, que 99% corresponde ao Sol e apenas 1% da massa foi distribuída entre os planetas, asteroides, satélites naturais e outros.

Apesar de o Sistema Solar aparentar ser simples, ele é muito complexo. Um exemplo de sua complexidade é o posicionamento dos planetas dispostos ao redor do Sol, sendo inicialmente os quatro planetas rochosos e depois os quatro gasosos. O motivo dos planetas gasosos não serem os mais próximos do Sol é por justamente serem formados por elementos gasosos, os quais possivelmente teriam sido “assoprados” de sua atmosfera caso estivessem mais perto do astro luminoso, sendo assim, os planetas rochosos são os únicos que aguentariam o calor do Sol ainda mesmo quando jovem. 

O Sistema Solar, o qual está ilustrado na figura a seguir, possui 8 planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. E 4 planetas anões: Plutão (o qual até 2006 era considerado um planeta, e não um planeta anão), Ceres, Haumea, Makemake e Éris. Além disso, tem-se inúmeros satélites naturais e dois cinturões, o Cinturão de Asteroides, localizado entre Marte e Júpiter, e o Cinturão de Kuiper, localizado após Plutão. 



Referência da imagem: <https://brazilastronomy.wordpress.com/planetas-anoes/>. 

Mercúrio:

Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol, porém ele não chega a ser o mais quente, mesmo sua temperatura durante o dia chegando a cerca de 430ºC. Consegue refletir 12% da luz solar, sendo um dos astros mais brilhantes vistos da Terra (aparência visível na imagem abaixo). O seu núcleo é composto por principalmente ferro, sua superfície é completa de crateras e a sua atmosfera é formada por hélio (98%) e hidrogênio (2%).

Referência da imagem: <http://www.astronoo.com/pt/mercurio.html>.

Vênus:

Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, chegando a cerca de 460ºC. A sua atmosfera é 92 vezes mais densa que a terrestre, por conta disso, possui uma atmosfera cheia de nuvens que também é composta por dióxido de carbono (CO2), o qual contribui para sua alta temperatura. Apesar de girar no sentido leste-oeste, da sua alta temperatura, densidade e sua cor alaranjada (como mostra na imagem abaixo), ele possui algumas características semelhantes às da Terra, como seu tamanho e massa.

Referência da imagem: <https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/planeta-venus.htm>.

Terra:

A Terra, também é conhecida como “planeta azul” (apelido dado por conta dos oceanos presentes no planeta, como mostra na imagem abaixo), é o planeta que mais se difere entre os demais, visto as condições presentes nele e suas características, que permitiram e permitem a vida terrestre, como por exemplo, a radiação solar, forças da maré, calor de seu núcleo, temperatura média de 14ºC e sua atmosfera, a qual é composta por gases como nitrogênio, oxigênio, gás carbônico e vapor d’água. Aproximadamente 60% da energia solar é absorvida e a Terra possui apenas um satélite natural, a Lua.

Referência da imagem: <https://www.todamateria.com.br/planeta-terra/>.

Marte:

Em Marte está localizado o maior vulcão do sistema solar, o “Monte Olimpo”, que possui 27 km de altura. O clima e movimento de rotação são semelhantes aos da Terra, porém, sua temperatura varia entre -125ºC e 22ºC. A superfície é caracterizada pela presença de crateras e poeira composta por magnetita, o que dá a cor avermelhada do planeta (como visto na imagem abaixo) e seu solo é rico em ferro e silício. A atmosfera é formada principalmente por CO2, nitrogênio, vestígio de oxigênio, monóxido de carbono e vapor d’água. Marte é o principal planeta com chance de uma possível existência de formas de vida e por conta disso é alvo de inúmeras pesquisas.

Referência da imagem: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Marte_%28planeta%29>.

Júpiter:

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, por conta disso também é conhecido como “Gigante Gasoso”. Além de ser o maior em tamanho, também é o planeta que tem  a maior velocidade de rotação, maior massa e possui o maior e mais duradouro furacão, que é possível observá-lo em sua superfície (a mancha circular presente na imagem abaixo). Possui 79 satélites naturais e apenas em 1979 foi descoberto que Júpiter possui um sistema de anéis. Atualmente acredita-se que, apesar de ser um planeta gasoso, o seu núcleo seja rochoso, porém não se sabe se possui uma superfície definida.

Referência da imagem: <http://planeta.rio/nossos-astros-na-ficcao-cientifica-jupiter/>.

Saturno:

Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar. Possui 82 satélites naturais. É conhecido e reconhecido por seus anéis (mostrados na imagem abaixo), os quais acredita-se que sejam formados por gelo devido ao seu brilho muito intenso, que pode refletir cerca de 80% da luz solar. A atmosfera é composta por hidrogênio e hélio. A densidade desse planeta é muito menor do que a da Terra, sendo possível hipoteticamente, que caso Saturno fosse colocado em cima da água ele boiaria (sua densidade é de 687 kg/m^3 e da água é 997 kg/m^3).

Referência da imagem: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Saturno_%28planeta%29>.

Urano:

Urano foi descoberto em 1781. Possui 27 satélites naturais, pouca luminosidade e sua temperatura é aproximadamente -218ºC. Sua massa é 15 vezes a da Terra e é menor que a de Júpiter, porém seu núcleo é mais denso, o que possibilita dizer que possui um núcleo rochoso. A atmosfera é composta por hidrogênio, hélio e metano (o qual é responsável pela sua cor azul fraco, ilustrado na imagem abaixo).

Referência da imagem: <https://olhardigital.com.br/2020/03/31/ciencia-e-espaco/urano-lancou-no-espaco-uma-bolha-22-mil-vezes-maior-que-a-terra/>.

Netuno:

Em 1845 foi notado a presença de Netuno, sendo o último planeta a ser descoberto. Possui 13 satélites naturais. A temperatura média do planeta é de -245ºC. Possui características bem semelhantes às de Urano, como seu interior, massa e composição atmosférica quase idêntica, portanto, sua cor é de tom azulado forte (representado na imagem abaixo).

Referência da imagem: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2019/03/nasa-captura-imagens-da-formacao-de-grande-tempestade-em-netuno.html>.

Sol:

O Sol possui uma estimativa de 10 bilhões de anos, e atualmente está com aproximadamente 4,6 bilhões (representado na iamgem abaixo). Antes de se transformar na estrela que conhecemos hoje em dia, ele foi uma protoestrela. Agora seu próximo “estágio” é virar uma Gigante Vermelha, mas isso só vai ocorrer daqui a milhões ou alguns bilhões de anos e é nesse momento que o seu hidrogênio vai acabar, sua massa vai diminuir e seu tamanho vai aumentar, como consequência vai engolir Mercúrio e possivelmente Vênus. Após isso, o astro vai começar a fundir hélio em carbono e no exato momento em que conseguir, apenas em alguns minutos irá se transformar em uma Supergigante Vermelha, que ocupará o espaço até a órbita da Terra. Depois ele se transformará numa Anã Branca e a teoria é de que ela se apague com o passar do tempo, se transformando em uma Anã Preta, que não emitirá mais luz.

Referência da imagem: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2019/12/qual-o-futuro-do-sol.html>.

Estrutura do Sol:

Como representado na imagem abaixo, a estrutura solar é composta por: núcleo, zona de radiação, zona de convecção, fotosfera, cromosfera e coroa.

  • O núcleo é responsável por produzir a energia solar;
  • A zona de radiação é responsável por transmitir a energia solar na forma de radiação eletromagnética e a zona de convecção exerce o mesmo papel, mas transporta na forma convectiva;
  • A fotosfera é a superfície solar, onde estão presentes as manchas solares;
  • A cromosfera é a parte mais estreita da atmosfera solar;
  • A coroa é a parte mais externa e extensa da atmosfera solar.

Referência da imagem: <https://www.todamateria.com.br/sol/>

Referências:

<http://www.astro.iag.usp.br/~thais/ceu2/sistema_solar.pdf>. Acessado em 01/10/2021;

<https://youtu.be/SpcPB_lzCxc>. Acessado em 01/10/2021;

<https://youtu.be/Dy4DGjGaz68>. Acessado em 05/10/2021.




Autora: Luana Bruch Maurer

Graduanda IFRS/Feliz


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