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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Buracos negros e seus tipos

 

Você sabia que  buracos negros têm mais de um tipo? eles variam de buracos negros supermassivos, de massa intermediária a estelares.

 Buracos negros supermassivos, tem massa de milhões a bilhões de massas solares. Atualmente sabemos que se localizam no centro das galáxias, sobre sua formação, especula-se que sejam provenientes das mortes de aglomerados de estrelas ou colapsos de imensas nuvens de gás;

Buracos negros de massa intermediária fazem uma ponte de matéria entre buracos negros estelares e supermassivos, afinal foram descobertos por observações de aglomerados de estrelas que tais buracos negros não chegavam a ter a mesma matéria de buracos negros estelares, nem de supermassivos, por isso, de massa intermediária.

Por último, mas não menos importante, Buracos negros estelares são formados após a morte de uma estrela do porte de aproximadamente 10 vezes a massa do sol. Estes são a maior parte dos buracos negros encontrados no universo;

 Além dos tipos, existe um fenômeno a ser destacado: buracos negros binários. Este fenômeno acontece quando dois buracos negros se orbitam. Nesta situação também foi observada a existência da fusão de dois buracos negros.

O que é um buraco negro?

Durante o tempo de vida de estrelas maiores que 10 vezes a massa do Sol, elas constantemente gastam uma quantidade enorme de energia com suas reações de fusão de núcleos de hidrogênio. No momento em que esta energia estiver chegando ao fim, ela irá colapsar em uma supernova, podendo assumir a forma de uma anã branca em casos de estrelas com massa insuficiente ou estrelas de nêutrons que fariam uma rotação absurdamente rápida, e por fim, um buraco negro.

Após uma supernova a massa da estrela se compacta, criando uma força gravitacional extremamente forte, tal força pode se tornar um buraco negro estelar, assim fazendo com que se crie uma zona onde nada pode escapar, afinal uma velocidade de escape superior à da velocidade da luz teria que ser utilizada para a fuga.



Imagem representativa da estrutura de um buraco negro.

Fonte da imagem: https://www.pucrs.br/mct/buracos-negros-e-buracos-de-minhoca/

Singularidade, horizonte de eventos e dilatação no espaço-tempo

Muitas vezes quando citamos buracos negros algumas expressões sempre vêm à tona, tais como: singularidade, horizonte de eventos e dilatação no espaço-tempo.

Singularidade é basicamente o núcleo de um buraco negro, onde toda a matéria se junta em grande compactação causando algo que chamamos de Horizonte de Eventos que é dado pelo “ponto de não volta”, que seria um ponto onde na prática, nada conseguiria sair. Além destes dois, outro fenômeno a ser citado, é a dilatação do espaço-tempo, basicamente consiste no fato de que quanto mais rápido um corpo se move, menor será o seu comprimento medido por um referencial inercial, em função da dilatação do espaço-tempo, a qual, de forma simplificada, poderia se dizer que o tempo começaria a passar mais devagar para este objeto.

Por tais motivos o buraco negro funciona de forma semelhante à um funil, tendo uma força de distorção e afunilamento cada vez mais forte em sentido com sua aproximação a ele.



Imagem do buraco negro do filme de Interstellar, de Christopher Nolan.
Fonte: https://universoracionalista.org/por-que-a-primeira-foto-de-um-buraco-negro-nao-se-parece-com-o-gargantua-de-interestelar/

Na imagem acima poderíamos ter uma noção de o que seria uma singularidade, olhando para a parte central e obscura do buraco negro.

EHT e suas imagens de Buracos Negros

Quando pensando em um buraco negro geralmente vêm à mente uma imagem de um ponto em completa escuridão cercado por alguma energia, poeira, gás. Porém, a observação destes astros pode ser de extrema dificuldade, pelo simples motivo de que nada escapa dele, nem a luz, que é uma das formas necessárias para a nossa percepção sobre objetos. Por esses e outros motivos, afinal em relação ao tempo de descobertas estaríamos engatinhando em relação a esta área da ciência, os buracos negros passaram um grande tempo sem ter imagem registrada, em sua maioria eram apenas observados os efeitos de sua órbita, elementos se distorcendo, desaparecendo e os circundando, assim dando a possibilidade de criar imagens especulativas, porém não concretas.

            Devido à falta da tecnologia de telescópios necessária, afinal por muito tempo não tivemos lentes grandes e precisas, que atravessassem grandes distâncias a ponto de permitir a observação de efeitos gravitacionais e astros, foi prolongado o tempo de sua visualização, porém, em 2019 a Event Horizon Telescope (EHT) conseguiu, com diversos telescópios espalhados pelo mundo todo, observar um buraco negro com suas lentes gravitacionais, e consumindo matéria com seus arcos de gazes e sua lente gravitacional o rodeando.

            A EHT (Sigla que em tradução ficaria Telescópio do Horizonte de Eventos), anteriormente citada, é um projeto de colaboração internacional, sendo adotado por diversos países e assim possuindo os fundos necessários para as pesquisas do horizonte de eventos de buracos negros, espalhando pelo mundo diversos telescópios de rádio, energia que é possível identificar sendo emitida pelo buraco negro. Atualmente possuem grandes feitos, tais quais são denominados pela observação de primeiramente, o buraco negro supermassivo central da galáxia Messier 87, e posteriormente Sagittarius A* que estaria ao centro de nossa galáxia Via Láctea, este buraco negro estaria a aproximadamente 26 000 anos-luz de distância da Terra.

Anos-luz seria uma medida de comprimento que levaria em conta quantos anos a luz passaria no espaço, assim, se fossemos tentar ir em direção ao nosso buraco negro levaríamos em torno de 26 000 anos viajando a tal velocidade. Se por alguma hipótese estivéssemos, agora, em nosso buraco negro, olhando para a Terra, com o um telescópio extremamente avançado, estaríamos nos vendo a aproximados 26 mil anos atrás, podendo presenciar assim a Terra em um período glacial.

Imagem de Sagittarius A* produzido pela EHT.        


Imagem do buraco negro encontrado no centro de Messier 87
                           

Comparação entre astros

            Um tópico interessante a ser abordado é o de sentido de comparação entre nossos astros conhecidos. Abaixo temos uma imagem ilustra a relação de tamanho, definido pelo cone imitido do menor astro ao maior, assim também mostrando em seu final, um ponto em branco que definiria o tamanho de um em comparação ao outro:

Imagem que mostra a escala de astros.

Fonte: https://www.firstpost.com/tech/science/everything-you-want-to-know-about-the-first-ever-image-of-a-black-hole-6425171.html


Centro das galáxias

Em 1950 foi descoberto por meio de antenas de rádio, fontes de rádio muito fortes, que foram denominadas quasares por serem extremamente parecidas com estrelas, porém com uma quantidade anormal de energia. Posteriormente foram definidos como os objetos mais luminosos do universo. A partir de 1990 o telescópio Hubble conseguiu imagens do objeto que fora denominada uma galáxia pela sua formação e assim tendo uma compreensão de que a luminosidade viria do centro da galáxia foi compreendida a existência de um buraco negro supermassivo ao seu centro, o que foi posteriormente considerado para a maioria das galáxias.


Por: Diogo Vettorazzi integrante do Projeto de Ensino Clube de Astronomia e aluno do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio, curso este oferecido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Feliz.


Referências

https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-sao-buracos-negros.htm

https://www.youtube.com/watch?v=C9YmIB3bQJg

https://www.youtube.com/watch?v=XSlRMSiUghE

https://www.youtube.com/watch?v=V3Ss3HwDCME

https://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_negro

http://www.if.ufrgs.br/~thaisa/buracos-negros/#tbnegros

https://en.wikipedia.org/wiki/Sagittarius_A*

https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/o-que-um-ano-luz.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Último_período_glacial

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